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| Surrealismo Dos Atos |
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Publicidade hilária para produtos engraçados... Quinta-feira, Março 29, 2007 s é r i e s u r r e a l i s t a s p r i m o r d i a i s V: Alberto Giacometti ![]() Nascido na Suíça em 1901, Giacometti começou a pintar em 1913 e a esculpir em 1914. Permaneceu na Ecole des Artes et Metiers em Genebra por um curto espaço de tempo ainda em 1919 e depois mudou-se para a Itália, onde copiava antiguidades e fazia retratos. Foi para Paris em 1922, onde estudou Bourdelle na Academie de las Grande Chaumiere até 1925. Juntou-se a Michel Leiris e Andre Masson em 1928, tornando-se então participante do grupo surrealista de 1930 a 1935. Suas esculturas tiveram grande influência da visão surrealista dos objetos. Em 1932, sua primeira exibição solo aconteceu na Galeria Pierre Cole, em Paris. Depois de romper com o grupo surrealista, manteve estreita amizade com Andre Derain, e não fez nenhuma exibição de 1935 até 1947. Depois da guerra, formou uma associação existencialista e trabalhou com Jean Genet, que mais tarde escreveu L’Atelier de Giacometti (1954). Giacometti pintou e esculpiu, mas após 1956, nunca terminou seus trabalhos. Ganhou o Grande Prêmio da escultura na Bienal de Veneza em 1962. Faleceu em 1966. Alberto Giacometti - The Cage
Alberto Giacometti - Surrealist Table Alberto Giacometti - Tall Figure
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11:25:00 PM
IV:Alain Lestié ![]() Nascido em 1944, Lestie estudou arte em Bayonne e Bordeaux antes de ser descoberto na Bienal de Paris, em 1967. Suas primeiras exibições solo foram em 1965, em Nova York, Paris e Coppenhagen. Seu estilo é considerado detalhista e entre seus mais famosos trabalhos estão Comunicação, Abundância e Maternidade e Melodrama (1973-74). ![]() Alain Lestié - Accident Alain Lestié - A Mare ![]() Alain Lestié - Survol
escritos de Cristiane S |
10:27:00 PM
Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007 s é r i e s u r r e a l i s t a s p r i m o r d i a i s III: Andrea de Chirico (ou Alberto Savinio) ![]() Nascido em 1809, Savinio foi irmão de Giorgio de Chirico. Savinio estudou piano e composição no conservatório de Atenas e, mais tarde, sob o tutelado de Max Reger, em Monique. Sua primeira estadia em Paris foi de 1911 a 1915, quando publicou uma coletânia de poemas chamada Les Chants de la Mi-Mort, em 1914. Mudou-se para a Itália e publicou seu primeiro livro, Hermafrodito, em 1918. Continuou a compor músicas para ballet - e seu ballet Perseus foi apresentado na Metropolitan Opera of New York, em 1924. Durante sua segunta passagem por Paris, de 1926 a 1934, começou a pintar. Participou de várias mostras na Itália e fez seus prórpios desins para seu ballet Vita dell’Uomo, apresentado em La Scala, em 1951. Um salão inteiro foi dedicado à sua obra na Bienal de Veneza de 1954. Alberto Savinio - Objects Dans La Forêt Alberto Savinio - Atlante Alberto Savinio - Le Depart de La Colombe
escritos de Cristiane S |
12:18:00 PM
s é r i e s u r r e a l i s t a s p r i m o r d i a i s II: Adrien Dax Nascido em 1913, foi um pintor solitário. Seus trabalhos raramente são exibidos. Entretanto, é conhecido por suas experiências - isso fica evidente em seus "posters interpretativos", como The Beautiful Mexican, de 1965. ![]() Adrien Dax - Sem título
Adrien Dax - Sem título, de 1949
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11:58:00 AM
Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007 s é r i e s u r r e a l i s t a s p r i m o r d i a i s I: Andre Breton ![]() Nascido em 1896, em Tinchebray na França, foi reconhecido como o pai do Surrealismo por sua prosa e poesia, tais como o Manifesto do Surrealismo (Le Manifeste du Surrealism, 1924), Nadja (1928) e Revolve a Cheveux Blancs (1932). Também escreveu La Revolution Surrealiste, uma coleção de artigos sobre os pintores de sua predileção, em volumes mais tarde publicados com o título Surrealisme et La Peinture (1928). Migrou para os Estados Unidos durante a II Guerra Mundial e lá publicou vários trabalhos, incluindo The Artistic Genesis and Perspective of Surrealism (1941) e Prolegomena to a Third Manifesto of Surrealism or Not (1942). Seus trabalhos inspiraram muitos artistas amerianos e de lá Breton voltou com o interesse pelo ocultismo. Faleceu em 1966. "No instante de deixá-la, quero fazer-lhe uma pergunta que resume todas as demais, uma pergunta que somente eu seria capaz de fazer, sem dúvida, mas que, pelo menos desta vez, encontrou resposta à altura: 'Quem é você?' E ela, sem hesitar: 'Eu sou uma alma errante.' Combinamos nos encontrar no dia seguinte no bar que existe na esquina da rua Lafayette com o faubourg Poissonnière. Diz que gostaria de ler um ou outro dos meus livros e insiste quando sinceramente ponho em dúvida o interesse que possa ter por eles. A vida é diferente do que se escreve." Trecho de Nadja
escritos de Cristiane S |
4:31:00 PM
Terça-feira, Novembro 21, 2006 Surrealismo & Fotografia ![]() A Cup of Tea, de Ivan Kap, Itália. Nikon Coolpix 8800. ![]() Surrealismo, de Vicente Santander, Chile. Panasonic Lumix DMC-FZ10. ![]() A Bit of Surrealism, de Monika Brand, Alemanha. Nikon F100. ![]() Nu au Collier, de Pascal Renoux, França. Sony DSC R1
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3:01:00 PM
Sexta-feira, Agosto 18, 2006 d i c o t ô m i c a Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca. Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio. Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste. Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante. Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade. Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento. Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo. Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço, Que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada. Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável. Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância. Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei. Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito. E que o teu silêncio me fale cada vez mais. Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço. Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba e que ninguém a tente complicar, porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer. Porque metade de mim é a plateia e a outra metade, a canção. E que minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e a outra metade, também. Metade, Oswaldo Montenegro ![]() Frida Kahlo - Las Dos Fridas
escritos de Cristiane S |
12:22:00 PM
Quarta-feira, Julho 05, 2006 Fim de Ciclo Acabou mais uma etapa na minha vida. A sensação é de libertade total. O futuro agora é comigo, sem amarras. Livro em branco aberto e uma pena de pavão com tinta na ponta para escrever. Assusta um pouco. Mas é delicioso abrir os olhos e só ver futuro, só ver possibilidades. Vou aos poucos, dar forma ao futuro. Este ano está sendo como que um aquecimento, um preparo, a massagem antes do jogo. Os dedos sob tratamento para que deles nasçam as garras. Estou feliz com o mundo de possibilidades que se abrem. escritos de Cristiane S | 6:03:00 PM Sexta-feira, Março 24, 2006 Que engraçado esse blog. Tão odiado e agora, virando vício novamente. É mais algo do passado que vem para reestruturar o novo. Que reviravolta, mon dieu, este ano de 2006... Acelerado, acelerando. Espero não ir mais rápido do que eu mesma possa suportar - ou acompanhar... escritos de Cristiane S | 2:25:00 AM Hoje foi o dia de ver filmes antigos. O passado passando outra vez. Lavar roupa suja e reorganizar o que ficou suspenso no ar. Muito bom. Para bem ou para mal, sintome agora mais leve, que ótimo. Orei por ela, e a consciência veio. O que é orar? escritos de Cristiane S | 2:22:00 AM Quarta-feira, Março 15, 2006 Hoje de madrugada cutuquei a ferida, o que não foi uma boa idéia. Tirando a casquinha, ela sempre vai sangrar. Mesmo que não crie calo, pelo menos uma pele fina vai nascer. Com o tempo - espero - o calo se forme. Quero furar os olhos que me fazem ver tanto. Prefiro, mil vezes, ser cega neste aspecto. escritos de Cristiane S | 5:31:00 PM Que vontade louca de chorar! Pesada essa coisa toda, me dá um nó na boca do estômago, me corrói as víceras, que sensibilidade escandalosa. Queria ser um calo, e não uma ferida eternamente aberta. Queria ser pedra e não sangue que jorra assim, do nada. Meu deus, cadê a força do escorpião para renascer? Quero renascer agora. Implodí. Reconstrua-se a carne. Impalada nessa dor eterna. De onde vem essa sina, meu Deus, que não termina? O PROBLEMA SOU EU, que procuro por isso! Eu sigo o martírio, eu vivo no encalso do perigo de morte iminente. E que ambiguidade ridícula, querer desesperadamente a paz e ser tapeada por mim mesma eternamente, e sempre embarcar onde não deveria estar. Não deveria é estar viva. Não hoje. Melhor expressaria minha consumição se pudesse postar com sangue. Dor eterna, eterna, eterna, eterna. escritos de Cristiane S | 3:39:00 AM Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005 O meu problema, o meu maior problema dentre meus inúmeros problemas, é nunca fazer as coisas com começo, meio e fim. Talvez porque não saiba realmente quando é o começo, o que é o meio e do que se trata um fim. Talvez por isso esse blog tenha virado essa palhaçada. escritos de Cristiane S | 1:16:00 AM Terça-feira, Novembro 30, 2004 Volto, extraordinariamente, para dar a maravilhosa boa-nova a todos: NASCEU LUIS FELIPE. ![]() NESTE DIA (30 de Novembro), NESTE EXATO MINUTO (13h40), PESANDO 2,9 Kg, NASCE O NOVO FILHINHO Quarta-feira, Maio 12, 2004 Olha aí que maravilha: texto do delicioso Café com Leite (da Tati). Conto de Fadas para as mulheres do século 21 "Era uma vez, em uma terra muito distante, uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima. Deparou-se com um sapo, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago de seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas. Então, o sapo pulou em seu colo e disse: - Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má me jogou um encanto e eu me tornei esse sapo asqueroso. Um beijo seu, no entanto, há de me transformar de novo em um belo príncipe. Poderemos nos casar e constituir residência em seu lindo castelo. Mamãe poderia vir morar conosco e você poderia preparar meu jantar, lavar minhas roupas, criar meus filhos e seríamos felizes para sempre. Naquela noite, enquanto saboreava pernas de sapo à sautée, acompanhadas de cremoso molho acebolado e finíssimo vinho branco, ela riu e pensou consigo mesma: - Nem morta!" escritos de Cristiane S | 11:41:00 PM Quinta-feira, Abril 29, 2004 DISPEPSIA Cada lunes están dispuestos a brindar con el agua de las alcantarillas mojar el pan en la salsa (rebañan toda la sangre del plato) o comerse el mundo y preguntar luego. Se trata de engullir algo que nunca les perteneció. Tradução (de Majarti): Cada Segunda-feira estão dispostos a brindar com a água das bocas de lobo molhar o pão no molho (tornam a banhar todo o sangre do prato) ou comer-se o mundo e perguntar depois. Trata-se de engolir algo que nunca pertenceu a eles. (Carlos Martin Tornero, poeta surrealista Asturiano) ![]() Quinta-feira, Abril 22, 2004 MARIA VAI COM AS OUTRAS Peguei da Olabáuti (que ressucitou no Mundo Podre), que pegou no Sopa de Mim, que pegou da Fal (do Drops da Fal), que pegou da Mel (do Acontecível), que pegou da Dani (do Mad Tea Party), que pegou do Delfin (o do DelRey): Instruções: 1. Pegue o livro mais próximo de você; 2. Abra o livro na página 23; 3. Ache a quinta frase; 4. Poste o texto em seu blog junto com estas instruções. E deu isso: "Aboliu o controle estatal." Do livro Novo Manual Nova Cultura de História do Brasil, do meu antigo professor de história do 1º grau, excelentíssimo Clarence José de Matos e seu comparsa de livro, o Cesar A. Nunes (porque meu PC está ao lado da biblioteca). escritos de Cristiane S | 1:28:00 AM Quinta-feira, Abril 15, 2004 Eu planejava deixar este blog mofar às moscas, mas, às 3h27 da matina, precisei transcrever estes escritos que me fizeram mijar nas calças. Apresento-lhes Rafael, o regido pelas Leis de Murphy: "Lei de Murphy n º 281: Seu desodorante roll-on vai sair roll-ando Da última vez que fui comprar desodorante, só tinha daqueles, tipo roll-on. Para mulheres aquilo é fácil, passou tá valendo. Para homens, ou pelo menos para aqueles que não depilam as axilas, um desodorante roll-on pode representar alguns riscos. Logo na primeira passada alguns cabelos debaixo do meu braço ficaram presos naquela maldita bolinha. É, não foi legal ficar com um potinho preso no sovaco. Mas depois me acostumei. Até que notei que não estava mais saindo o desodorante. Agitei, sacudi e nada. Resolvi dar umas batidas. Nada. Peguei o frasco e dei com ele na parede. A bolinha do roll-on caiu, o resto do desodorante foi-se ao chão. Olhando pelo lado bom, meu assoalho agora está anti-transpirante. Já eu fiquei bem puto da vida, e decidi que roll-on nunca mais. Prefiro a inhaca." escritos de Cristiane S | 3:28:00 AM Terça-feira, Março 30, 2004 SURREALISMO VIVO I Agradeço: § Eduardo Dutra, pelo poema Sonho: Céu Safira celeste Abóbada mecânica Sol ouro incandescente Lua, gelo de prata iluminada O ar agitado como as marés Campo Carpete verde Esmeralda As árvores Isoladas Marrons e verdes Vítreas, resplandecentes As frutas de ágata O gosto de um êxtase Adormecido na polpa Mais adiante O rio de cromo Fulgurante Fluindo,colidindo Contra as pedras Desembocando na catarata Tilintando o som que nunca termina. § Gutierrez Escudero, do Grupo Surrealista de Cantabria - España, pelas belas palavras. Aproveito para divulgar a nova página do grupo na Web: Movimiento Surrealista En Cantabria ![]() Terça-feira, Março 23, 2004 fugit irreparabile tempus Conheceram-se ao acaso, num desses acasos que a Internet propicia. Em pouco tempo tornaram-se bem próximos. Não a proximidade de apaixonados virtuais, mas sim aquela mais palpável, a proximidade da amizade. Ele era o tipo que gostava de falar e ela de ouvir. Ele angustiado, ela tranquilizadora. Algumas vezes, trocavam de lugar - era ele quem ouvia as angústias dela e, assim, sentiam-se mais e mais unidos. Chegou, enfim, o dia de concretizarem a amizade, encontrando-se fora do mundo virtual. Como esperado, sentiram, no abraço que trocaram, como se há muito se conhecessem. Ela tinha tanto a lhe dizer, tantas coisas a contar, mas notou que aquele era um de seus dias ruins, que ele não estava para ouvir, mas sim para ser ouvido. Ofereceu-se para ouvi-lo. Ele, então, falou de toda sua angústia, angústia vinda de tantos pensamentos que lhe vinham à mente. Pensava em tantas coisas, na fome do mundo, nas guerras, na intolerância, enfim, em todos os males da humanidade e se angustiava por não saber como ajudar e por não conseguir parar de pensar em tantas coisas ao mesmo tempo. O coração dela apertou com o sofrimento dele. Puxou-o em sua direção, recostando-lhe a cabeça em seu ombro. Então, com um gesto de extremo amor, abriu-lhe a cabeça para que seus pensamentos pudessem escapar. escritos de Cristiane S | 1:52:00 AM Segunda-feira, Março 15, 2004 "Tenho um curioso animal, metade gatinho, metade cordeiro. É uma herança de meu pai. Em meu poder, desenvolveu-se completamente; antes era mais cordeiro que gato. Agora é metade um e metade outro. Do gato tem a cabeça e as unhas; do cordeiro, o tamanho e a forma; de ambos, os olhos, que são ariscos e faiscantes, a pele suave e ajustada ao corpo, os movimentos ao mesmo tempo saltitantes e furtivos. (...)" Uma Cruza, Jorge Luis Borges ![]() Se tempo for infinito, nós podemos estar a tempo. Domingo, Fevereiro 29, 2004 Tudo o que eu sempre quis ler sobre minhocas e casquinhas: "Depois da noite, a casca rompeu e pudemos ver tudo o que acontecia lá dentro. Um monte de minhocas coloridas (a vermelha, a vermelha...) saíram rastejando por cima das mil casquinhas - engraçado, eu pensei que eu não teria mais casca e veja só! Agora tenho casquinhas e minhocas. Tenho cascas e minhocas.(...)" Da Paulinha, escrevendo automaticamente. escritos de Cristiane S | 10:43:00 PM Quarta-feira, Fevereiro 18, 2004 elucubração Hoje eu precisava: sair para comprar o remédio da cotorrita, comprar um osso de siba de roer, comprar material da faculdade que acabou. Fazer os exercícios matutinos, arrumar todo o quarto, ir trabalhar, escrever. Achar um nome de agência, marcar consulta com o médico, entrar - hm? - num elefante de gelatina. E que elefante, minha nossa, enorme. Gelatina, eu prefiro de cereja. Pode ser dietética, é sempre bom. Precisava assinar a papelada, ligar para meu adorado, dizer que estou preocupada e que elefante já é naturalmente mole, imagina de gelatina, então, nem comento. Mas com a facilidade de não ter pele dura - que maravilha - é só dar um passo e zupt! pra dentro do paquiderme. Com mau-humor é difícil sair da cama, é difícil aguentar as pessoas, é difícil sair dando risada. Quando desacostumo das grandes concentrações humanas vem o problema, a tranquilidade cai, pisoteada. Ontem eu estava uma arara. Arara vermelho-gelatina. Mas tem que ser de gelatina fresca - gelatina velha também tem pele dura por fora, nata ressecada, muito enjoada. Uma vez dentro, bastam 4 braçadas para chegar na pançona. Bom é ir com a cabeça de fora. Sabe como é; uma questão de respiração. ![]() Terça-feira, Fevereiro 17, 2004 Guerrilha: Instituto Ágora em Defesa do Eleitor e da Democracia - diversas ações para estimular a consciência e participação política de jovens; ![]() Instituto Akatu pelo Consumo Consciente - porque o consumidor consciente pode transformar o mundo com atitudes cotidianas de compra, consumo de produtos/serviços e no engajamento social. ![]() Coopamare: Cooperativa de Catadores Autônomos de Papel, Papelão, Aparas e Materiais Reaproveitáveis - pela união dos catadores de lixo reciclável, para facilitar a comercialização dos produtos, promovendo ações sociais e educativas. ![]() Associação Minha Rua, Minha Casa - centro de referência para moradores de rua, que desenvolve diversas atividades. Sem assistencialismo. Museu da Pessoa - história de vida de anônimos, para preservar e divulgar experiências de vida. Contribuindo para a formação de uma nova memória social. Fundação ProjetoTravessia - para o atendimento de crianças e adolescentes de rua na região central da cidade de São Paulo. ![]() Segunda-feira, Fevereiro 16, 2004 Comendo com café: Colagem da Luciana - um apetizer; Montanha-Russa sabor bullar; Naked Emotions, just for fun; Sushi Leblon - pastel de Santa Clara d'ishtalar a língua; Zero-Grau, meu gela-güela; Brusk Não Fala Francês, mas dá um diliçoso petit-four. escritos de Cristiane S | 11:20:00 PM Quarta-feira, Fevereiro 11, 2004 Opinião O pior é o Melhor, por Diogo Mainardi "Desde cedo, a única meta que eu tinha era ir embora de São Paulo. Fracassei em minha primeira tentativa migratória. Fracassei na segunda. Na terceira, deu certo. Fui embora e nunca mais voltei. Depois de tantos anos de afastamento, finalmente me reconciliei com a cidade. Aprendi a reconhecer seus méritos. O maior deles, é despertar o sentimento de repulsa em seus habitantes. São Paulo é tão detestável, que somos estimulados a rejeitar nossa origem, a buscar lá fora o que não podemos encontrar aqui dentro. Parece pouco. Não é. São Paulo não acomoda. Ela nos deixa num permanente estado de insatisfação e precariedade. O paulistano não é apegado a nada. Está sempre de malas prontas, disposto a abandonar oportunisticamente tudo o que lhe pertence: sua cidade, seu país, sua família, suas idéias. Não temos o sentido de coletividade: não sabemos votar, não sabemos respeitar as regras, não sabemos pensar no próximo, não sabemos cumprir acordos. Em compensação, conseguiríamos nos adaptar com facilidade a um holocausto nuclear. Pena que a perspectiva de um holocausto nuclear seja cada dia mais remota. A música é o mais importante elemento de identidade nacional. Em São Paulo, a falta de sentido de coletividade nos impediu de desenvolver um estilo musical. Ao contrário do resto do Brasil, não temos ritmos próprios, não temos artistas de peso. Nosso ouvido é duro. Na festa de aniversário da cidade, o melhor que conseguimos apresentar foi o grupo Demônios da Garoa. Caetano Veloso também homenageou a cidade, mas ele não conta, porque é baiano e, sobretudo, porque homenageia qualquer lugar. Ele já homenageou Londres, Barcelona, Nova Iorque, São Francisco e Brasília. Já homenageou até Tel-Aviv. Caetano Veloso é como Lamartine Babo, que escreveu os hinos de todos os times de futebol do Rio de Janeiro. É uma sorte que São Paulo seja tão pouco musical. A música popular constitui o maior fator de atraso no Brasil. Quanto mais musical é uma região, mais subdesenvolvida ela é. A musicalidade dos brasileiros está diretamente relacionada com as epidemias de leishmaniose, os esgotos a céu aberto, os desmoronamentos de favelas. São Paulo é a cidade mais rica do Brasil simplesmente porque não entende nada de música popular, agora, publicam livros com todas as suas letras. Quem consegue compreender o significado dessas letras nunca irá aprender a construir uma ponte, ou a planejar o escoamento de um milharal, ou a obturar um dente cariado. Um conhecimento anula o outro. O Brasil se reconhece no sentimentalismo mais ordinário, no verso mais incongruente, na batida mais simplória. Nos foi ensinado que a música nos ajudou a resistir a todos os tipos de autoritarismo. Mentira. A música é um instrumento de dominação. Tanto que todos os partidos políticos criam seus sambinhas para o horário eleitoral. Se até o PTB tem seu sambinha, é sinal de que há algo errado na MPB. São Paulo é a pior cidade do Brasil. Mas nós, paulistanos, até que temos a nossa graça: não levamos jeito para a música, o que nos torna, tudo somado, um pouco menos brasileiros." ![]() Quinta-feira, Fevereiro 05, 2004 com os pés na mobília Ai, ai. Espera. Não sei. Tou com vigônha. Não empurra. Passa na frente, então! Páááára! Grr grr... (Coça,coça,coça). Uaaaaaaah. Que sono. Nããããão! De novo, não. Ah, vai... Me deixa em paz no meu cantinho. Ãh? Um-hum. Então, né....... Hmmmmm... Poisé. Fica assim então. Não me recriminem. Eu nunca prometi constância nem qualidade. Este site é um passa-tempo. Entro e saio de casa e já não há mais chá no bule (só café - café NUNCA faltará). Aqui é como casa de vó no interior: entra sem bater, bebe e come sem pedir e vai embora. Tem quem fique para dormir, mas aí já são outros quinhentos. Para quem não tem vó no interior, pense num alberque para moradores de rua. Tudo espalhado, portão sem trava, porta sem maçaneta, sopão na canequinha. Todo mundo pode, livremente. A diferença é que, ocasionalmente, sai um filé na chapa. O CA SI O NAL MEN TE, para não gastar verba, nem desabar na fadiga. Então. Por enquanto, só sopão com café. escritos de Cristiane S | 4:06:00 PM Terça-feira, Outubro 28, 2003 Dialoguinho Du: Ó de casa! Cris: Olá, tudo em riba? Reparou na minha testa fritada? Vermeio-sinalêro. Du: Pensa o que que só porque é brasileira-persa que é mulata para tomar sol sem protetor? Cris: Falhei. Du: Em que parte do nosso augusto litoral Vossa alteza andou tostando a fronte? Cris: Fritei-me na cercania de Ubachuva-do-Norte Du: Que é isso? Um recanto campinóide? Cris: Omessa, folgo em não ser, jamais pisaria em vil local. Du: Perquê vossa mercê evita tais logradouros? Cris: Só vou para remessar endívias ao vento, quereis isso? Du: Toda crítica é bem vinda, mesmo que leguminosa. Cris: E endívia lá é leguma, ignaro?? Du: Vossa mercê esta menoscabando de meu léxico? Cris: De quando em vez. Afinal, quem é a sirigaita dos folguedos? Du: A melhor amiga de minha adorada futura esposa. Cris: Neste ambiente negriscuro, aposto o hálux que era fornicação. Du: Devo dizer-lhe que minha discrição impede-me de propalar tais venturas... Cris: Abusaste da dama! Reportarei aos 4 ventos. Du: A digníssima ao meu lado já foi minha consorte, porém hoje tenho-a como confidente, somente deixando para trás os folgedos de alcova... Cris: Ai de mim a ouvir petas! Ainda fornicam à contento, só os tolos deglutem esta lorota. Du: Se continuares descabidamente a duvidar de minha palavra, defenestro-te... Cris: Não há janelas em casa mia. Doidivanas. Cadê o Godofredo? Que é do Godofredo? Du: Godofredo? Cris: Seu cachorrinho, o Godofredo... Du: O Boomer? Cris: Isso, o Godofredo. Du: Vai dormir lá fora hoje. Cris: Que fez para merecer tal descaso? Du: Teve um embate com um marsupial ... Cris: HAHAHAHA! Típico do godofredo... Du: Vou ter que dar banho com molho de tomate nele amanhã. Bom, vou-me, agora. Cris: Já vai tarde. Du: Até outra, a próxima. Cris: Até-la. escritos de Cristiane S | 1:32:00 AM Sexta-feira, Setembro 26, 2003 Conforme o prometido no post do dia 23 de Maio (entitulado Música e Surrealismo) e atendendo aos pedidos do meu caro leitor e entusiasta surrealista, o senhor Linguado, volto hoje com outro tema, igualmente desconhecido e olvidado pela maioria: Arquitetura e Surrealismo Assim como a arquitetura é um tipo de junção da engenharia com a arte, Antoni Gaudí promoveu a fusão da arquitetura Art Nouveau, o Gótico e o Surrealismo. É possível? E como é possível! Os repertórios utilizáveis da arquitetura estão intimamente relacionados com a arte, a filosofia, a ciência e a contínua evolução da sociedade, de modo que, mais uma vez, podemos encontrar o surrealismo lançando seus nubívagos braços também na arquitetura e urbanismo. Casa Batlló - seus balcões parecem semoventes. Chaminés engraçadas e telhado ondulado. (Comparem à casa ao lado, que segue os padrões gerais encontrados em centros de cidades.) Sagrada Família - Cinco torres da mais famosa construção de Gaudi - a catedral Sagrada Família, em Barcelona. Note o cipreste (um dos símbolos do cristianismo) talhado em pedra, ao centro, com pombas, representando os espíritos santos, alinhadas a ele - tudo em pedra. ![]() Sagrada Família - Detalhes: Gárgulas em forma de iguana... ![]() ...e em forma de caracóis. ![]() Casa Milà, La pedrera. ![]() Casa Milà, La pedrera - Detalhe: reparem nas formas do balcão e as ferragens. Expulso a punção de mim e me pergunto o que sobra de tantas cinzas, de tanto cinza... Nada mais é sequer vermelho. ou Da pressão interna, as entranhas em revolução. E mordo o lábio inferior - escorre sangue em meus dentes. Os olhos fecham repetitiva e lentamente... No ritmo frenético de estocadas. O corpo todo treme em ânsia... "and then it's nice and quiet". escritos de Cristiane S | 1:44:00 PM Terça-feira, Setembro 09, 2003 Do Fantasma Apareceu. Olhei. Olhei. Falou: - Desculpe. Não sabia que podia me ver. - O que você quer? - Nada. Estava só vendo como vão as coisas. Como vão as coisas? - Vão indo. E você? - Bem. - Por que você resolveu assombrar? - Não era esta minha intenção, apenas observava... - Mas a sua visão me causa espanto. - Sim... - Por que você não some logo de uma vez? Por que vem aqui? - Não sei, acho que não consegui me desligar. - Mas como você pode ter ido embora e estar aqui ainda? - Não sei. - Desculpa, mas preferia que você sumisse. Eu não sei se vou conseguir conviver com você. Não é nada pessoal, só me deixa um pouco sufocada, meio confusa. - Sei. É que está meio difícil seguir meu caminho. Temos um vínculo. - Mas você se foi. Como pode ser? Não queria ter ido? - Queria, mas... - Me desculpe, mas não sei o que eu posso fazer. Se pudesse trazer de volta, faria com o maior prazer. Mas não sei. Posso trazê-lo de volta? - Não, creio que não. - Então o que faço? - Mate-me. - Como? - Julgue-me e condene-me. - Não posso, não detenho este poder. Lamento. - Idiota. - ... - Nós não deixamos de lado nossas loucuras quando nos afantasmamos. - Vai assombrar outra pessoa. Você pode. - Podia, mas acho que é assim, como uma compulsão - quando vejo, já estou aqui. - Então se desfantasma. Você pode? - Poder eu posso. Não sei se quero. - Eu não quero você afantasmado. Ou você se desfantasma, ou então vai pro inferno. - Preferia ficar. Lá vou sentir vazio. - Só vou ficar eu. Quem vai querer estar comigo com você por aqui? As pessoas vão ter medo. Longe daqui deve ter outros como você, vocês se farão companhia. Sumiu como tinha aparecido, mas depois voltou. Fiz que não o via, parecia meio confuso. Achei que o melhor seria deixá-lo crer que não via. escritos de Cristiane S | 12:29:00 AM mas nossas frases não. Nossos passos são bem parecidos, mas nossos rítmos variam. Nossos gestos são semelhantes, não nossas maneiras. Às vezes nos misturamos - às vezes, nos separmos. Tudo é aparentemente deconexo - não realmente. Diferenças. Nosso amor é apenas assíncrono. escritos de Cristiane S | 12:29:00 AM Sábado, Agosto 02, 2003 Exmo. Sr. Carlos Saraiva, em resposta ao post anterior: Tietê O rio da minha aldeia carrega meias de nylon recolhe pernas sem meia cabeças de degolados pets, cascas de ferida latinhas do feriado fatos de porco, barracos álbuns de fotografia revólver de justiceiros cadáveres desovados sobras dos lixos do dia mijos de dias inteiros febre das disenterias. Infecto-contagioso é meu amor pelo rio o rio da minha aldeia que leva meias de seda recolhe pés sem sapato ribeirões de celulose corações despedaçados fígados desintegrados pela hepatite e a cirrose. O rio da minha aldeia que a cada curva da estrada entorpece-me as narinas de emocional overdose inspira tudo o que crio aniquilando-me o olfato podridão que me socorre só corre nas minhas veias providente e permissivo me embebeda do seu porre vai em frente, mata e morre pra que eu continue vivo. escritos de Cristiane S | 1:03:00 PM Sábado, Julho 26, 2003 Extra! Extra! Caiu a liminar que permitia a qualquer pessoa obter o registro de jornalista e atuar na profissão. Com isso, o diploma volta a ser exigido para o exercício profissional. Opininão do Gato: Essa coisa de "meu hobbie jornalístico virou profissão..." de tantas dondocas colunáveis, bichas tresloucadas e malucos sofistas de plantão demorou para ter seu ponto final. Quem sabe agora acontece alguma mudança nessa porcaria comunicacional que denominamos cultura de massa. . Caminhando nas nuvens? ![]() (Bom Jesus de Pirapora, interior de São Paulo, invadida por espuma de poluição da capital.) escritos de Gato Caçoador | 3:25:00 PM Sexta-feira, Julho 25, 2003 O V e l h o S o f i s t a Sentarei em meu sólio, solinharei as estruturas vigentes e imporei meu solipsismo. Depois, permanecerei solitário, balbuciando meu solilóquio. Solitária é a sina dos ditadores solertes. . Em tempo: "Se, a longo prazo, somos os criadores do nosso destino, de imediato somos escravos das idéias que criamos." Friedrich A. Hayek .. Sugestão: coletânia de poesias, leituras, manifestos e entrevistas com os grandes surrealistas: Surrealism Reviewed 1929-1963 Tracklist: 01 TANGO ARGENTINOS Un Chien Andalou (1928) 02 HERBERT READ The Surrealist Object (1937) 03 MARCEL DUCHAMP The Creative Act (1957) 04 JEAN COCTEAU La Toison D'Or (1929) 05 MAX ERNST Interview (1960s) 06 TRISTAN TZARA Dada Into Surrealism (1959) 07 PHILIPPE SOUPAULT Interview (1959) 08 SALVADOR DALI Interview (1963) 09 MAN RAY Interview (n.d.) 10 LEE MILLER/ROLAND PENROSE Interview (1946) 11 ROBERT DESNOS Description of A Dream (1938) 12 ANDRE BRETON Interview (1950) 13 ANDRE BRETON L'Union Libre (n.d.) 14 LOUIS ARAGON Interview (1963) 15 ANTONIN ARTEAUD Alienation Et Magie Noire (1947) escritos de Cristiane S | 11:53:00 PM Quinta-feira, Julho 24, 2003 E s p l a n c n o t o m i a (Série de três poesias da Lebre, baseadas no poema Congresso Internacional do Medo, de Carlos Drummond de Andrade) E s p l a n c n o t o m i a 1 Provisoriamente não cantamos o amor, que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos. Cantamos o temor, que esteriliza os abraços. Não cantamos o ódio, pois que esse não existe - existe apenas o medo, nosso pai e companheiro. O medo grande das liças, dos mares, dos desertos. O medo dos soldados, das mães, das carolas. Cantamos o medo dos ditadores, dos democratas, da morte, e do depois da morte. Morreremos de medo e, sobre nossos túmulos, nascerão flores amarelas. . E s p l a n c n o t o m i a 2 Provisoriamente cantamos o amor, que aflorou a despeito das flores amarelas. Cantamos sem temor, reciclado na memória. Cantamos a paixão por tudo o que existe - fogo vivo, mãe constituinte. O amor grande pelos sertões, pelos mares, pelos céus. O amor das crianças, dos pais, dos velhos. Cantamos o amor dos amantes, dos cidadãos, pela vida e além-vida. Morremos de amor e, sobre nossos túmulos, pairarão borboletas. . E s p l a n c n o t o m i a 3 Provisoriamente cantamos o silêncio, que pairou com as borboletas. Não cantamos ilusão, discorrendo a memória. Cantamos o silêncio que engole o que existe - sério, sério, sério. O silêncio grande pelos campos, pelos desertos, pelos espaços. O silêncio das pessoas, dos deuses, dos mistérios. Cantamos o silêncio dos pobres, dos tristes, da existência e da não-existência. Morremos aos poucos e, sobre nossos túmulos, haverá silêncio, nada mais. escritos de Senhor Lagarta | 10:17:00 PM |
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