20/04/2011






23/03/2011

fontedesurrealismo

Marcos: Cris, tem um link aqui... Mas eu estou com medo de te mostrar.
Lebre: Ôxi, que será? rs
Marcos: Haha, meu... (silêncio)
Lebre: MANDA, HOMEM! Aposto que é de mulher pelada.
Marcos: HAHAHA! Se fosse seria legal, não agrediria o meu cérebro.
Lebre: Agride cérebro?
Lebre: Isso chama Sofisma. Serve de exemplo pra sala de aula de epistemologia/ filosofia...
Marcos: Meu, isso chama crack! Cara.. Como pode o FDP falar isso?????? Ele pensou: "Bom, fumei meu crackzinho matinal... Agora vou falar aos bolívares."
Lebre: Mas essa é a essência dos FDPs; falar esse tipo de asneira. Má, eu desisti desse mundo faz tempo.
Marcos: Hahaha.... Vamos virar ermitãos?
Lebre: Vamos virar justiceiros? Daqueles armados até os dentes? Vamos entrar pra uma seita tipo maçonaria que mate os cabras? Eu queria ser dessas. Vamos chamar de "Inquisição Reversa".
Marcos: Eu acho que Ziklon-B no metrô é mais fácil - mata mais sem ninguém te ver atirando.
Lebre: A gente mata só esses cabras poderosos e sem-vergonha.
Marcos: Exterminamos qualquer indivíduo que represente uma ameaça à continuação da espécie.
Lebre: Nada. Vamos infiltrar uns inquisidores nos centros de poder. Vamos chamá-los de "Porque Sim".
Marcos: HAHAHAHAHA

22/03/2011

a l i n a





(Arvo Pärt)

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18/03/2011

Surrealismo no Cinema:



Surrealismo na Vida:


Mandei
on monday
morning

Alice morder
as hélices
do meu teco-teco

Ela sorriu estilhaçada
de frio e vento
batendo na cara

Mas preferiu aterrissar girando a saia
mostrando a calcinha
pros passantes.

(Bruna Beber, Dirigível do Amor)
Mais em: 365 Poemas a Um Real


(Cruzeiro Seixas, Sem título)

08/03/2011



In Memoriam

"Parar, não paro.

Ivan Canello foi promovido a Anjo pelo bom exemplo na Terra.Esquecer,

esquecer não esqueço.

Se caráter custa caro,

pago o preço.

Pago, embora seja raro.

Mas homem não tem avesso

e o peso da pedra

eu comparo à força do arremesso.

Um rio, só se for claro.

Correr sim, mas sem tropeço.

Mas se tropeçar não paro,

não paro, nem mereço.

E que ninguém me dê amparo,

nem me pergunte se padeço.

Não sou, nem serei avaro.

Se caráter custa caro,

pago o preço." *

Sidónio Muralha


foto de autor desconhecido


*****


* Um dos poemas preferidos do meu amigo Ivan Canello (foto), que faleceu no dia 4 de março de 2011, aos 32 anos, de parada cardíaca fulminante. Este poema retrata bem o caráter dele, um exemplo a ser seguido.



25/02/2011

s é r i e s u r r e a l i s t a s p r i m o r d i a i s



VI: Aline Gagnaire
Nascida na França em 1922, Gagnaire expôs na galeria Furstemberg em 1950-1960, com os surrealistas. Inventou o "caligramas", os "Blanc de B
lancs", as mesas-toalhas, as mesas-paredes, etc. Mais recentemente expôs na Bienal de Veneza (1986), Masque d’artistes (1987), Tree Art Association (1996), entre outras. Faleceu em 1977.




Aline Gagnaire - L'homme Solaire ou Le Silence, 1980



Aline Gagnaire - Courir, 1978
O ano passado não passou
continua incessantemente.
Em vão, marco novos encontros.
Todos são encontros passados.
As ruas, sempre do ano passado,
e as pessoas, também as mesmas,
com iguais gestos e falas.
(...)
Como no repetidíssimo ano passado.
(Cícero Alvernaz)


("Smaler and Smaler", Maurits Cornelis Escher)

16/02/2011

e d g e s o f i l l u s i o n




(John Surman)


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29/03/2007

s é r i e s u r r e a l i s t a s p r i m o r d i a i s


V: Alberto Giacometti
Alberto Giacometti
Nascido na Suíça em 1901, Giacometti começou a pintar em 1913 e a esculpir em 1914. Permaneceu na Ecole des Artes et Metiers em Genebra por um curto espaço de tempo ainda em 1919 e depois mudou-se para a Itália, onde copiava antiguidades e fazia retratos. Foi para Paris em 1922, onde estudou Bourdelle na Academie de las Grande Chaumiere até 1925. Juntou-se a Michel Leiris e Andre Masson em 1928, tornando-se então participante do grupo surrealista de 1930 a 1935. Suas esculturas tiveram grande influência da visão surrealista dos objetos. Em 1932, sua primeira exibição solo aconteceu na Galeria Pierre Cole, em Paris. Depois de romper com o grupo surrealista, manteve estreita amizade com Andre Derain, e não fez nenhuma exibição de 1935 até 1947. Depois da guerra, formou uma associação existencialista e trabalhou com Jean Genet, que mais tarde escreveu L’Atelier de Giacometti (1954). Giacometti pintou e esculpiu, mas após 1956, nunca terminou seus trabalhos. Ganhou o Grande Prêmio da escultura na Bienal de Veneza em 1962. Faleceu em 1966.




The Cage
Alberto Giacometti - The Cage

Surrealist Table

Alberto Giacometti - Surrealist Table

Tall Figure
Alberto Giacometti - Tall Figure
s é r i e s u r r e a l i s t a s p r i m o r d i a i s



IV:Alain Lestié


Nascido em 1944, Lestie estudou arte em Bayonne e Bordeaux antes de ser descoberto na Bienal de Paris, em 1967. Suas primeiras exibições solo foram em 1965, em Nova York, Paris e Coppenhagen. Seu estilo é considerado detalhista e entre seus mais famosos trabalhos estão Comunicação, Abundância e Maternidade e Melodrama (1973-74).





Accident
Alain Lestié - Accident



A Mare
Alain Lestié - A Mare



Survol
Alain Lestié - Survol

02/02/2007

s é r i e s u r r e a l i s t a s p r i m o r d i a i s




III: Andrea de Chirico (ou Alberto Savinio)


Nascido em 1809, Savinio foi irmão de Giorgio de Chirico. Savinio estudou piano e composição no conservatório de Atenas e, mais tarde, sob o tutelado de Max Reger, em Monique. Sua primeira estadia em Paris foi de 1911 a 1915, quando publicou uma coletânia de poemas chamada Les Chants de la Mi-Mort, em 1914. Mudou-se para a Itália e publicou seu primeiro livro, Hermafrodito, em 1918. Continuou a compor músicas para ballet - e seu ballet Perseus foi apresentado na Metropolitan Opera of New York, em 1924. Durante sua segunta passagem por Paris, de 1926 a 1934, começou a pintar. Participou de várias mostras na Itália e fez seus prórpios desins para seu ballet Vita dell’Uomo, apresentado em La Scala, em 1951. Um salão inteiro foi dedicado à sua obra na Bienal de Veneza de 1954.






Alberto Savinio - Objects Dans La Forêt






Alberto Savinio - Atlante






Alberto Savinio - Le Depart de La Colombe

s é r i e s u r r e a l i s t a s p r i m o r d i a i s


II: Adrien Dax

Nascido em 1913, foi um pintor solitário. Seus trabalhos raramente são exibidos. Entretanto, é conhecido por suas experiências - isso fica evidente em seus "posters interpretativos", como The Beautiful Mexican, de 1965.




Adrien Dax - Sem título



Adrien Dax - Sem título, de 1949

01/02/2007

s é r i e s u r r e a l i s t a s p r i m o r d i a i s


I: Andre Breton

O suposto pai do Surrealismo, Andre Breton



Nascido em 1896, em Tinchebray na França, foi reconhecido como o pai do Surrealismo por sua prosa e poesia, tais como o Manifesto do Surrealismo (Le Manifeste du Surrealism, 1924), Nadja (1928) e Revolve a Cheveux Blancs (1932). Também escreveu La Revolution Surrealiste, uma coleção de artigos sobre os pintores de sua predileção, em volumes mais tarde publicados com o título Surrealisme et La Peinture (1928). Migrou para os Estados Unidos durante a II Guerra Mundial e lá publicou vários trabalhos, incluindo The Artistic Genesis and Perspective of Surrealism (1941) e Prolegomena to a Third Manifesto of Surrealism or Not (1942). Seus trabalhos inspiraram muitos artistas amerianos e de lá Breton voltou com o interesse pelo ocultismo. Faleceu em 1966.






"No instante de deixá-la, quero fazer-lhe uma pergunta que resume todas as demais, uma pergunta que somente eu seria capaz de fazer, sem dúvida, mas que, pelo menos desta vez, encontrou resposta à altura: 'Quem é você?' E ela, sem hesitar: 'Eu sou uma alma errante.' Combinamos nos encontrar no dia seguinte no bar que existe na esquina da rua Lafayette com o faubourg Poissonnière. Diz que gostaria de ler um ou outro dos meus livros e insiste quando sinceramente ponho em dúvida o interesse que possa ter por eles. A vida é diferente do que se escreve."


Trecho de Nadja

21/11/2006

Surrealismo & Fotografia


A Cup of Tea
A Cup of Tea, de Ivan Kap, Itália. Nikon Coolpix 8800.

Surrealismo
Surrealismo, de Vicente Santander, Chile. Panasonic Lumix DMC-FZ10.

A Bit of Surrealism

A Bit of Surrealism, de Monika Brand, Alemanha. Nikon F100.

Nu au Collier
Nu au Collier, de Pascal Renoux, França. Sony DSC R1

18/08/2006

d i c o t ô m i c a




Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca. Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.
Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste. Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante. Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento. Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço, Que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada. Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável. Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância. Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito. E que o teu silêncio me fale cada vez mais. Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba e que ninguém a tente complicar, porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer. Porque metade de mim é a plateia e a outra metade, a canção.
E que minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e a outra metade, também.



Metade, Oswaldo Montenegro



Porque metade de mim é amor e a outra metade, também.
Frida Kahlo - Las Dos Fridas

15/03/2006

Hoje de madrugada cutuquei a ferida, o que não foi uma boa idéia. Tirando a casquinha, ela sempre vai sangrar. Mesmo que não crie calo, pelo menos uma pele fina vai nascer. Com o tempo - espero - o calo se forme.

02/02/2005

O meu problema, o meu maior problema dentre meus inúmeros problemas, é nunca fazer as coisas com começo, meio e fim. Talvez porque não saiba realmente quando é o começo, o que é o meio e do que se trata um fim. Talvez por isso esse blog tenha virado essa palhaçada.


12/05/2004

Olha aí que maravilha: texto do delicioso Café com Leite (da Tati).

Conto de Fadas
para as mulheres do século 21


"Era uma vez, em uma terra muito distante, uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Deparou-se com um sapo, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago de seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas.
Então, o sapo pulou em seu colo e disse:

- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má me jogou um encanto e eu me tornei esse sapo asqueroso. Um beijo seu, no entanto, há de me transformar de novo em um belo príncipe. Poderemos nos casar e constituir residência em seu lindo castelo. Mamãe poderia vir morar conosco e você poderia preparar meu jantar, lavar minhas roupas, criar meus filhos e seríamos felizes para sempre.

Naquela noite, enquanto saboreava pernas de sapo à sautée, acompanhadas de cremoso molho acebolado e finíssimo vinho branco, ela riu e pensou consigo mesma:

- Nem morta!"

29/04/2004

DISPEPSIA

Cada lunes
están dispuestos a brindar
con el agua de las alcantarillas
mojar el pan en la salsa
(rebañan toda la sangre del plato)
o comerse el mundo
y preguntar luego.
Se trata de engullir algo
que nunca les perteneció.


Tradução (de Majarti):

Cada Segunda-feira
estão dispostos a brindar
com a água das bocas de lobo
molhar o pão no molho
(tornam a banhar todo o sangre do prato)
ou comer-se o mundo
e perguntar depois.
Trata-se de engolir algo
que nunca pertenceu a eles.


(Carlos Martin Tornero, poeta surrealista Asturiano)




Collage


Loli Peñil - Poema "Collage"