04/10/2002

Quinta-Feira, Agosto 15, 2002


Só estou indicando este teste porque, realmente, impressionaram-me os resultados: aí está uma clara descrição de moe (até onde possa a clareza chegar...).

TESTE INTERESSANTE:
clique aqui para fazer o Teste de Empregos


MEUS RESULTADOS:
_______Extrovertida_____________________________
_________________Intuitiva______________________
________________________Emotiva_______________
_______________________________Perspicaz_______
Tudo é possível.
Você usa a inspiração. Prefere trabalhar com um grupo variado de pessoas, com entusiasmo e criatividade. Tem idéias, bola produtos e serviços.Seu trabalho precisa ser desafiador.
Seus pontos fortes:
ȃ criativa.
»Resolve problemas com facilidade.
»Trabalha bem em grupo.
»Sabe combinar seus talentos com as habilidades.
»Persegue interesses.
»Possui um entusiasmo contagiante.Seus pontos fracos:
»Desorganizada;
»Dificuldade em lidar com pequenos detalhes e estabelecer prioridades;
»Não gosta de rotina;
»Pode perder a concentração com facilidade.
Empregos relacionados a você:
»Administração
»Artes Gráficas
»Cinema e Vídeo»Fisioterapia
»Fonoaudiologia
»Jornalismo (reportagem e edição de jornais e revistas)
»Letras
»Música
»Nutrição
»Pedagogia
»Psicologia
»Publicidade e Propaganda»Rádio e TV (apresentação e roteiro)
»Relações Públicas
»Serviço Social

ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 4:11:34 PM
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Terça-feira, Agosto 13, 2002
A insônia pegou pesado esta noite - com o agravo de ter despencado da cama às 8h30 (ainda morro disso).
Esta semana não está muito saudável de modo geral, tendo visto que comecei com o estômago na ponta do pé. Tomei 2 resoluções quanto a isto:
1ª - Vou passar o resto da semana à base de coca-cola;
2ª - Vou mandar queimar o maldito Out Back, salgar seu solo e acusar o maitre de heresia e tentativa de assassínio por intoxicação.

(...)
Na verdade, hoje eu deveria lamber uma poça de lama para sair ganhando.
.

ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 12:05:21 PM
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Terça-feira, Agosto 13, 2002
Quero trabalhar. Alguém aí está precisando de uma estágiária?
Publicidade, Propaganda, Marketing. Criação, Planejamento, é só pedir...
Sou boa no que me proponho a fazer, vacinada... Antitetânica, antirrábica, antiloxoscélica, antitribu, antiaérea, antítese, anti-anti*...

*Coisa do Caco - aliás, esse menino pegou um feto de b log pra criar, agora.

ESCRITO POR LEBRE DE MARÇOS | 5:31:04 PM ______________________________________________________

Segunda-feira, Agosto 12, 2002

Por outro lado, conviver a todo momento com pessoas tão práticas e pragmáticas me intoxica e eu acabo procurando por iguais, mais lunáticos e delirantes, para poder divagar à vontade - estas pessoas são como uma válvula de escape para mim, trazem um frescor de brisa noturna para minha cabeça.
E eu me perco.




Dalí - Apparition of faces and fruit dish on a beach - 1938

ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 6:44:27 PM

Segunda-feira, Agosto 12, 2002

Apesar de ser tão delirante, existem 3 situações que me motivam instantaneamente a voltar à realidade cotidiana:
» criar por criar (foi aí que a Publicidade me cativou);
» a catástrofe ou caos iminente;
» as necessidades de terceiros: se for por uma causa alheia, eu meto as caras.
Caco sugeriu então, no meio do bate-papo, que eu fingisse agir por um amigo, toda vez que tivesse alguma causa própria em jogo. Como?? Não estaria, então, assinando um contrato com a loucura? Se, para viver a rotina como todo ser sobre a Terra, eu precisasse fingir estar agindo para o bem de outro, não seria como criar uma outra personalidade, dentro da minha própria, para só assim poder atuar?
De uma forma ou de outra, aí está o Caco, como bom homem realista, me incentivando a encarar, face the facts: você tem que desenvolver seu lado prático, minha cara. Só a filosofia, sem ação, nada fará por você, de qualquer jeito.

Melhor seria se conseguisse ser pragmática e imediatista mais frequentemente, e apenas vez por outra me deixar abduzir pelas metafísicas.

Mas tenho algo muito claro neste ponto: certos 'defeitos' podem ser essenciais na personalidade de algumas pessoas, de forma que extraí-los seria como retirar uma lata da base de uma pilha delas - causaria o desmoronamento, inevitavelmente. Eu, sem meus devaneios, não seira eu. E nestas horas é que se torna mágico o poder trocar vivências e convivências com as pessoas opostas a nós. Minhas amizades e relacionamentos mais duradouros são, com certeza, aqueles que mantenho com pessoas práticas e, até, pragmáticas - porém desprovidas de muito sonho. Estas sempre me preenchem de algo que não é da minha natureza, e vice versa.

ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 6:13:51 PM

Segunda-feira, Agosto 12, 2002

Quando fico assim, letárgica, costumo dizer que fui arrebatada pelo inconsciente. É bom para me colocar frente a frente com verdades intrínsecas. Por outro lado, pode ser muito perigoso. Coisas minhas...
Estive devaneando hoje com o Caco, que andou sumido pelo mundo (mas voltou, para aumentar minha felicidade, comunicativa e criativamente). No meio do conversê, disse que gostaria de ser mais consciente. Ele riu, decerto por ser o tipo do cara prático, para o qual a consciência imediata é artigo básico, fácil e natural, que já vem no pacote pessoal.
Acontece que minha carruagem anda num ritmo outro. Tenho uma tendência muito grande ao devaneio, o que vem a ser uma faca de dois gumes: se por um lado faz de mim uma pessoa extremamente criativa (e disso eu tenho consciência), por outro, me afasta da realidade palpável muito mais do que gostaria. Por isso, gosto de ter, perto de mim, pessoas mais realistas e práticas - que me respaldem nesta área desfalcada de minha personalidade, puxem-me para a realidade quando eu começar a me afastar muito da órbita terrestre capitalista. Faço, assim, um escambo: troco sonhos, novidades e criações por verdades, atitudes e contato com o objeto cotidiano.

ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 5:09:04 PM

Segunda-feira, Agosto 12, 2002

Quer saber de uma coisa? Acho que minhas contradições ainda vão me levar à loucura...
Será certo formar padrões de pensamentos sobre os acontecimentos da vida? Ela, tantas e tantas vezes, me parece ser algo tão incerto, que minhas filosofias acabam, deliberadamente, caindo em meio ao vão.
Se eu fosse um bicho, hoje seria uma ameba, daquelas que estendem seus pseudópodes para todos os lados, esperando tomar a forma da coruja, do lagarto, da borboleta. Minha cabeça está leve, quase entrando pra dentro dela mesma.

"Ardo na minha contradição,
desabrocho na minha dúvida,
faço da vida um presságio
e da verdade, um pressentimento."

Lya Luft, Histórias do tempo

ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 2:16:40 PM
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Domingo, Agosto 11, 2002

Hoje, tudo a declarar e nada a escrever.





Dalí - Dream caused by a bee flight, 1944

ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 8:38:07 PM

Sexta-Feira, Agosto 09, 2002

Agora também com imagens!



ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 5:00 PM
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Quinta-feira, Agosto 08, 2002

Hegel entende que a consciência de si como desejo de reconhecimento (isso, claro, num sentido muito amplo). Isso significa que, no amor, quando uma pessoa se desdobra em direção à outra, exige que a outra, objeto de seu desejo, também se desdobre - pois amar é desejar o desejo do outro.
Além disso, diria que o amor é um convite para sair de si mesmo, envolvendo a sensação de amplitude e felicidade. Se a pessoa estiver muito centrada nela mesma, não será capaz de ouvir o apelo do outro. É isso que acontece com as crianças, que procuram naturalmente pela pessoa que melhor preencha suas necessidades, e só.
Mas, se na vida adulta este comportamento perdura, passa a ser um impedimento ao encontro verdadeiro. Basta lembrar a lenda de Narciso, que, ao contemplar seu próprio rosto refletido na água, apaixona-se por si mesmo, o que causa sua morte, por esquecer de alimentar-se, de tão envolvido que estava com sua própria imagem, inatingível. O narcisista "morre" na medida em que torna impossível a ligação afetiva com o outro.
E este egoncentrismo, creio eu, persiste na adolescência, enquanto momento de passagem da infância para a vida adulta. Por isso os adolescentes, muitas vezes, não amam propriamente o outro, ser de carne e osso - mas sim o amor.Trata-se do amor idealizado, romântico (do qual eu fujo como da peste), em parte fruto do medo de lançar-se nas contradições da vivência do verdadeiro amor.

Finalizando: o exercício do amor fraterno é a conquista definitiva da maturidade.
.

ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 5:31 PM

Quinta-feira, Agosto 08, 2002

Relendo a ultima colocação que fiz, veio-me o questionamento do princípio cartesiano de que o homem é um "ser pensante". Na verdade, não quis inverter a clássica superioridade da razão sobre a paixão.
A paixão não é superior à razão - em realidade, diria que estes dois princípios estão ligados com laços bem apertados. Ambos são importantes para a realização humana: enquanto o desejo mobiliza o homem, a razão age como princípio organizador, que avalia os desejos e busca os meios para sua realização.

Na relação amorosa, o desejo não nos impulsiona apenas a alcançar o outro enquanto objeto. Vai além. O desejo exige a relação em que se busca, acima de tudo, o reconhecimento do outro. O enamorado não deseja se apropriar de uma coisa, e sim capturar a consciêcia do outro. A relação amorosa se baseia na troca, na reciprocidade. Ou seja: desejamos o outro como ser desejante e também consciente.

ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 5:08 PM

Quinta-feira, Agosto 08, 2002

Não pude me furtar a pensar no caso de amor da
ontem. As confusões amorosas típicas do bicho-homem me fascinam, ao mesmo tempo que assustam. Nossa conversa, por algum motivo, lembrou-me as longas discussões com o Luciano, pela Internet, sobre este intrincado tema... Que saudade desse moço.
Como pode a vida tornar-se, de repente e num dado espaço de tempo, uma procura, às vezes louca e desenfreada, por este encontro? Diria ser este encontro fugaz - a intersubjetividade (termo filosófico); revelando como verdade fundamental o fato das pessoas tornarem-se, temporariamente, como que um Eros - predominantemente desejo - que desencadeia a procura do outro que completa. (Eros levaria o homem a sair de si para que, na relação com os outros, realize o encontro.)
Então, o homem seria um "ser desejante", devido a esta energia que o impulsiona a agir, a procurar pelo prazer e a alegria que é a conquista do objeto de seus desejos.

ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 4:51 PM
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Domingo, Agosto 04, 2002

"Me contradigo?
Pois muito bem, eu me contradigo.
Sou vasto, contenho multidões."
(Walt Whitman)

Fato.

ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 4:11 PM

Domingo, Agosto 04, 2002

Inferno...
Não gosto deste blog parecendo um Mangá. Prefiro o passado primeiro. A ordem invertida.
(Aliás, inverter a ordem das coisas é uma atitude muito minha.)

ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 4:01 PM
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Sábado, Agosto 03, 2002

Do surrealismo dos atos

Enquanto seguimos no cotidiano toma-lá-dá-cá, enquanto movimentamo-nos por entre os caminhos à escolha, à maneira contaminada pela fome do simples caminhar - modismo da atualidade - outros olhos nos acompanham. E, portanto, outras mentes. Outros seres. Outros universos paralelos aos nossos. E todos estes olhinhos estabelecem algum contato direto com o universo intrincado de cada um, como é do agrado geral, é claro. É de nossa natureza. Comunicativos e sociais. O que acontece depois, entretanto, nada tem de lógico. Vem a seguir o descambo cognitivo.

Infelizmente, nossos atos são rudes e a percepção, grotesca. O que não é de se admirar, vindo de entidades multifacetadas e complexas, que tentam expressar suas enormidades através de cinco míseros sentidos. O caos comunicativo que isto gera, nada tem de animador em termos práticos. Quantas palavras são necessárias, quantos gestos, para que façamo-nos reconhecer uns aos outros? A resposta à esta pergunta complica ainda mais a situação dos objetificadores: infinitos. Faltam palavras, não existem gestos suficientes, nem tempo que baste para tanto. E acreditem: o comum é que estas mesmas almas abrangentes creiam saber o conteúdo de todos os outros, baseados nos seus próprios. Ignorantes da massa inconsciente que os rodeia. Das proporções assustadoras que não sabem medir, por não possuírem métrica compatível. Do omnium gatherum de experiências e meandros e devaneios que representam cada um daqueles olhinhos. E vamos seguindo aos chutes e mergulhos no vazio de questões que nada dizem, conclusões inconclusivas e verdades enganosas. E isso pasma. E frustra. E mete medo. Tamanha é a cegueira para com o tamanho do outro.

Pobres deuses cegos, surdos e mudos - somos o que somos. Presos em nossos corpos débeis e incompletos, desprovidos de olhos, ouvido e bocas mentais. São crianças sem pais, alunos de professores indignos de ensinar o incompreensível. Que fazer então, enquanto prisioneiros de celas ósseas, sanguíneas, hormonais e nervosas?

A resposta varia para cada indivíduo, mas o grande truque pode ser mais simples do que qualquer metafísica rebuscada. Cabe a todos buscarmos a separação dos fatos: o que sou eu, sou eu. O que é você, você. E aprendermos, então, a apreciar a imensidão da paisagem humana. Por mais ambígua e misteriosa que possa nos parecer. Sem medo. Sem regra. Sem aprisionamento de espírito - nem do seu, nem do outro.

ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 7:24 PM
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Sexta-Feira, Agosto 02, 2002

Sofismas estabilizados merecem ser destronados, extirpados, queimados e enterrados, pois não passam de ameaças estáveis para a verdadeira nobreza do pensamento e ação.
E não consigo deixar de reparar, por nem um momento sequer, o quanto nossa sociedade, de maneira geral, é baseada neles, lastimavelmente.

ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 5:43 PM

Sexta-Feira, Agosto 02, 2002

C R I A Ç Ã O

Despertador. Sono. Banho. Telefone. Preguiça. Problemas. E-mails. Chá Mate. Um miado. Este B log.


ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 5:39 PM