Voltemos e falar de gelatina:
(Aprendi o gosto pelas belezas translúcidas da gelatina com minha amiga peixinha)
Não Comerei da Alface a Verde Pétala
Não comerei da alface a verde pétala
Nem da cenoura as hóstias desbotadas
Deixarei as pastagens às manadas
E a quem mais aprouver fazer dieta.
Cajus hei de chupar, mangas-espadas
Talvez pouco elegantes para um poeta
Mas pêras e maçãs deixo-as ao esteta
Que acredita no cromo das saladas
Não nasci ruminante como os bois
Nem como os coelhos, roedor; nasci
Omnívoro, dêem-me feijão com arroz
E um bife, e um queijo forte, e parati
E eu morrerei, feliz, do coração
De ter vivido sem comer em vão.
Clap,clap,clap.
Bravo, gourmand Vinicius de Moraes, degustador dos céus!
15/01/2003
E havia aquele amigo meu que sempre dizia:
"Não há nada melhor
do que comer quando se tem fome,
beber quando se tem sede
e dormir quando se tem sono."
Se fosse esta que vos fala a dona de tal lista, ela seria longuíssima, com mil adendos. Falaria de sexo, gargalhadas, chocolate e mais uma infinidade de deleites.
Mas na verdade, este meu amigo era muito mais sábio que esta pobre doida. Foi-se o tempo em que dávamos o devido valor a estas 3 delícias básicas. E é um tempo que não volta, o da infância.
Quem sabe, no meu treino ao sirenaísmo deste ano, se eu não consigo tocar novamente os 3 prazeres básicos com o mesmo olhar infantil?
Eu juro que quero.

Calma, pessoas. Não é a Tartaruga Falsa tentando entrar em cena. A Lebre ainda impera. Pelo menos, até março.
do que comer quando se tem fome,
beber quando se tem sede
e dormir quando se tem sono."
Se fosse esta que vos fala a dona de tal lista, ela seria longuíssima, com mil adendos. Falaria de sexo, gargalhadas, chocolate e mais uma infinidade de deleites.
Mas na verdade, este meu amigo era muito mais sábio que esta pobre doida. Foi-se o tempo em que dávamos o devido valor a estas 3 delícias básicas. E é um tempo que não volta, o da infância.
Quem sabe, no meu treino ao sirenaísmo deste ano, se eu não consigo tocar novamente os 3 prazeres básicos com o mesmo olhar infantil?
Eu juro que quero.

Calma, pessoas. Não é a Tartaruga Falsa tentando entrar em cena. A Lebre ainda impera. Pelo menos, até março.
14/01/2003
13/01/2003
Fonte de Surrealismo
Nunca fiz nenhum comentário sobre algo de ótimo que me aconteceu, muito por acaso, já este ano.
Entrei para este grupo de discussões, entitulado "Quem Conta Um Conto...", onde encontrei pessoas excelentes. São malucos insanos geradores dos sonhos mais surreais com os quais me deparei por estas bandas virtuais.
E foi de um destes efêmeros encontros eletrônicos, que nasceu a conversa onírica mãe do seguinte poema:
Ode ao Rouge
Se não passas pelas alvas faces
Desiludida e vã existência entoas
Morenas, brancas, amarelas, doces
Coras com tua bela cor de broa.
Se te tomo em minhas mãos com o vinho
Me alegras a vista, minh' alma atordoas
Se te levo ao rosto liso e limpinho
Me enches de graça, pensamento voa
Se me embriaga a vivência plena
Rouge nas faces, vinho à mão, à toa
Chega a seu fim, existência empena
Confusa é a hora em que te distoa
Güela abaixo, hoje em pó povoas
Tão somente o sonho taciturno meu
Jaz em paz, lindo rouge-broa
Na pança da bela que te comeu.
Obrigada pela inspiração e pela alegria! Surrealismo puro.
Nunca fiz nenhum comentário sobre algo de ótimo que me aconteceu, muito por acaso, já este ano.
Entrei para este grupo de discussões, entitulado "Quem Conta Um Conto...", onde encontrei pessoas excelentes. São malucos insanos geradores dos sonhos mais surreais com os quais me deparei por estas bandas virtuais.
E foi de um destes efêmeros encontros eletrônicos, que nasceu a conversa onírica mãe do seguinte poema:
Ode ao Rouge
Se não passas pelas alvas faces
Desiludida e vã existência entoas
Morenas, brancas, amarelas, doces
Coras com tua bela cor de broa.
Se te tomo em minhas mãos com o vinho
Me alegras a vista, minh' alma atordoas
Se te levo ao rosto liso e limpinho
Me enches de graça, pensamento voa
Se me embriaga a vivência plena
Rouge nas faces, vinho à mão, à toa
Chega a seu fim, existência empena
Confusa é a hora em que te distoa
Güela abaixo, hoje em pó povoas
Tão somente o sonho taciturno meu
Jaz em paz, lindo rouge-broa
Na pança da bela que te comeu.
Obrigada pela inspiração e pela alegria! Surrealismo puro.
11/01/2003
All the leaves are brown (All the leeeaves are brooown...)
And the sky is gray (And the skyyy is graaaAAAy...)
I've been for a walk (IIII've been for-a waaaAAAlk...)
On a winter's day (On-a winter's daaaaaaay...)
I'd be safe and warm (IIII'd beee safe-and waaaAAArm...)
If I was in L.A. (If I was in L.AAAAAA. ...)
California dreamin' on such a winter's day (Caalifoornia dreaamiin'...)
Ganhei essa e outras do Mamas & Papas ontem. Para compensar o 'Modóvar que perdi... Né, fófis?
And the sky is gray (And the skyyy is graaaAAAy...)
I've been for a walk (IIII've been for-a waaaAAAlk...)
On a winter's day (On-a winter's daaaaaaay...)
I'd be safe and warm (IIII'd beee safe-and waaaAAArm...)
If I was in L.A. (If I was in L.AAAAAA. ...)
California dreamin' on such a winter's day (Caalifoornia dreaamiin'...)
Ganhei essa e outras do Mamas & Papas ontem. Para compensar o 'Modóvar que perdi... Né, fófis?
10/01/2003
Você pensa que faz o que quer
Não faz.
E que quer fazer o que faz
Não quer.
Tá pensando que Deus vai ajudar
Não vai.
E que há males que vem para o bem
Não vem.
Você acha que ela há de voltar
Não há.
E que ao menos alguém vai escapar
Ninguém.
(trecho de 'Tribunal das Causas Realmente Pequenas', de Fernanda Takai e John, Pato Fu.)
.
Epílogo
Não faz
Não quer
Não vai
Não vem
Não há
Ninguém.
Não faz.
E que quer fazer o que faz
Não quer.
Tá pensando que Deus vai ajudar
Não vai.
E que há males que vem para o bem
Não vem.
Você acha que ela há de voltar
Não há.
E que ao menos alguém vai escapar
Ninguém.
(trecho de 'Tribunal das Causas Realmente Pequenas', de Fernanda Takai e John, Pato Fu.)
.
Epílogo
Não faz
Não quer
Não vai
Não vem
Não há
Ninguém.
09/01/2003
08/01/2003
DEScontrole
Certas pessoas nasceram para deprimir os outros, com suas simples presenças. E não há bom humor no mundo que baste para dar conta do recado.
Mundo doido demais, meus filhos. Haja chá das cinco, haja manteiga e xícara para aguentar.
Vou enterrar a cartola na cabeça e voltar para meu lado do espelho, até... Atééé...
Certas pessoas nasceram para deprimir os outros, com suas simples presenças. E não há bom humor no mundo que baste para dar conta do recado.
Mundo doido demais, meus filhos. Haja chá das cinco, haja manteiga e xícara para aguentar.
Vou enterrar a cartola na cabeça e voltar para meu lado do espelho, até... Atééé...
07/01/2003
06/01/2003
Era uma vez uma gatinha linda, toda sujinha, que veio dar 'feliz ano novo' para o senhor seu dono na cama - fato extraordinário - com um zilhão de miados e um ronronar que, de tão alto, mais parecia um apito.
Era uma vez uma menina que foi ao supermercado e teve suas compras empacotadas por um senhor muito bacana, que levou o carrinho até o carro dela e, quando ela ofereceu 2 reais para ele como recompensa pelos seus serviços, descobriu que o mesmo não aceitava dinheiro, pois que era o contador do estabelecimento, que ajudava por ajudar.
Era uma vez um menino de rua em Ubatuba que pediu uma batatinha frita para a menina, para matar a fome e ela pagou uma promoção nº 1 com direito a McSunday, e o menino comeu na mesa dela, feliz da vida, falando de boca cheia que o mundo é bom, a praia grande e o dia lindo.
Era uma vez um pequeno frentista que, além de encher o tanque, lavou todo o carro com água e sabão e não cobrou nada por isso, só falou "feliz ano novo" no final, e ficou olhando o carro partir.
Era uma vez uma tola que se emocionava com os pequenos detalhes da vida, que ficou vendo os fogos de ano novo e cantando com o povo todo na praia. E que, apesar de ter medo do novo presidente de seu país, assistiu seu discurso de 45 minutos e pensou em silêncio "Vivaa!" quando ele acabou, deslumbrada de esperança, num pensamento destes incontroláveis, que aparecem sem ninguém forçar. Nem ela.
Ai, ai.
Voltei de viagem.

...
Nota: todos os fatos são verídicos, sem exceção.
Era uma vez uma menina que foi ao supermercado e teve suas compras empacotadas por um senhor muito bacana, que levou o carrinho até o carro dela e, quando ela ofereceu 2 reais para ele como recompensa pelos seus serviços, descobriu que o mesmo não aceitava dinheiro, pois que era o contador do estabelecimento, que ajudava por ajudar.
Era uma vez um menino de rua em Ubatuba que pediu uma batatinha frita para a menina, para matar a fome e ela pagou uma promoção nº 1 com direito a McSunday, e o menino comeu na mesa dela, feliz da vida, falando de boca cheia que o mundo é bom, a praia grande e o dia lindo.
Era uma vez um pequeno frentista que, além de encher o tanque, lavou todo o carro com água e sabão e não cobrou nada por isso, só falou "feliz ano novo" no final, e ficou olhando o carro partir.
Era uma vez uma tola que se emocionava com os pequenos detalhes da vida, que ficou vendo os fogos de ano novo e cantando com o povo todo na praia. E que, apesar de ter medo do novo presidente de seu país, assistiu seu discurso de 45 minutos e pensou em silêncio "Vivaa!" quando ele acabou, deslumbrada de esperança, num pensamento destes incontroláveis, que aparecem sem ninguém forçar. Nem ela.
Ai, ai.
Voltei de viagem.

Nota: todos os fatos são verídicos, sem exceção.
26/12/2002
Agora que tudo passou, que fazer até o Ano Novo?
Dicas:
B52:
» Licor de café;
» Licor tipo creme irlandês;
» Grand Marnier.
Adicione as trê bebidas, nesta sequência e sem misturar, para que se formem camadas.
Bloody Mary:
» Vodka;
» Suco de tomate:
» Tabasco;
» Molho tipo worcestershire;
» Suco de meio limão;
» Sal e pimenta do reino à gosto;
» Um talo de salão para enfeitar.
Cosmopolitan:
» Vodka;
» Triple sec;
» Suco de Framboesa.
Grasshopper:
» Créme de menthe;
» Créme de cacao (branco);
» Creme de leite.
Orgasmo:
Partes iguais de:
» Licor tipo creme irlandês;
» Créme de cacao (branco);
» Triple sec;
» Vodka.
Shirley Temple:
(Não-alcoólico)
» Ginger Ale;
» Grenadine;
» Molho de cerejas (aquele das conservas).
Tequila Sunrise:
» Grenadine;
» Tequila;
» Suco de laranja.
Dicas:
B52:
» Licor de café;
» Licor tipo creme irlandês;
» Grand Marnier.
Adicione as trê bebidas, nesta sequência e sem misturar, para que se formem camadas.
Bloody Mary:
» Vodka;
» Suco de tomate:
» Tabasco;
» Molho tipo worcestershire;
» Suco de meio limão;
» Sal e pimenta do reino à gosto;
» Um talo de salão para enfeitar.
Cosmopolitan:
» Vodka;
» Triple sec;
» Suco de Framboesa.
Grasshopper:
» Créme de menthe;
» Créme de cacao (branco);
» Creme de leite.
Orgasmo:
Partes iguais de:
» Licor tipo creme irlandês;
» Créme de cacao (branco);
» Triple sec;
» Vodka.
Shirley Temple:
(Não-alcoólico)
» Ginger Ale;
» Grenadine;
» Molho de cerejas (aquele das conservas).
Tequila Sunrise:
» Grenadine;
» Tequila;
» Suco de laranja.
23/12/2002
21/12/2002
Pulando por aí, esta lebre descobriu que foi descoberta.
Não poderia ter sido melhor: fui perfilhada e perfilhei a contento.
Já não desgrudo os olhos vermelhos do Wumanity.
Não poderia ter sido melhor: fui perfilhada e perfilhei a contento.
Já não desgrudo os olhos vermelhos do Wumanity.
20/12/2002
Essa imagem instigou a curiosidade dos leitores de Cora.
Para mim, não passa do Gato Caçoador, observando Alice nalgum canto do Lago de Lágrimas.
19/12/2002

18/12/2002
Sete ósculos.
O primeiro vai para a Manga Rosa, com seu novo blog, novo nome e tudo.
O segundo, vai para a peixinha, minha maninha d'alma, que aos poucos está voltando a dar sinal de vida (que houve com o Oceano?).
O terceiro vai para minha bicha emplumada: Du, tu és flor furtacor que me alegra o dia!
O quarto beijo vai para o Alex, que finalmente concretizou um sonho. Parabéns, amigo!
O quinto vai para o pocket philosopher, que voltou para animar a festa. Ou não (Esse 'ou não' é a sua cara!).
O sexto é de Adriano 'PhYz', que anda sumido (já faz quase vinte horas, que sumiço!).
O sétimo é seu.
O primeiro vai para a Manga Rosa, com seu novo blog, novo nome e tudo.
O segundo, vai para a peixinha, minha maninha d'alma, que aos poucos está voltando a dar sinal de vida (que houve com o Oceano?).
O terceiro vai para minha bicha emplumada: Du, tu és flor furtacor que me alegra o dia!
O quarto beijo vai para o Alex, que finalmente concretizou um sonho. Parabéns, amigo!
O quinto vai para o pocket philosopher, que voltou para animar a festa. Ou não (Esse 'ou não' é a sua cara!).
O sexto é de Adriano 'PhYz', que anda sumido (já faz quase vinte horas, que sumiço!).
O sétimo é seu.
15/12/2002
E s p l a n c n o t o m i a 3
Provisoriamente cantamos o silêncio, que pairou com as borboletas.
Não cantamos ilusão, discorrendo a memória.
Cantamos o silêncio que engole o que existe - sério, sério, sério.
O silêncio grande pelos campos, pelos desertos, pelos espaços.
O silêncio das pessoas, dos deuses, dos mistérios.
Cantamos o silêncio dos pobres, dos tristes, da existência e da não-existência.
Morremos aos poucos e, sobre nossos túmulos, haverá silêncio, nada mais.
Provisoriamente cantamos o silêncio, que pairou com as borboletas.
Não cantamos ilusão, discorrendo a memória.
Cantamos o silêncio que engole o que existe - sério, sério, sério.
O silêncio grande pelos campos, pelos desertos, pelos espaços.
O silêncio das pessoas, dos deuses, dos mistérios.
Cantamos o silêncio dos pobres, dos tristes, da existência e da não-existência.
Morremos aos poucos e, sobre nossos túmulos, haverá silêncio, nada mais.
E s p l a n c n o t o m i a 2
Provisoriamente cantamos o amor, que aflorou a despeito das flores amarelas.
Cantamos sem temor, reciclado na memória.
Cantamos a paixão por tudo o que existe - fogo vivo, mãe constituinte.
O amor grande pelos sertões, pelos mares, pelos céus.
O amor das crianças, dos pais, dos velhos.
Cantamos o amor dos amantes, dos cidadãos, pela vida e além-vida.
Morremos de amor e, sobre nossos túmulos, pairarão borboletas.
Provisoriamente cantamos o amor, que aflorou a despeito das flores amarelas.
Cantamos sem temor, reciclado na memória.
Cantamos a paixão por tudo o que existe - fogo vivo, mãe constituinte.
O amor grande pelos sertões, pelos mares, pelos céus.
O amor das crianças, dos pais, dos velhos.
Cantamos o amor dos amantes, dos cidadãos, pela vida e além-vida.
Morremos de amor e, sobre nossos túmulos, pairarão borboletas.
Não considero ninguém neste mundo totalmente ignorante.
Não deixo de expressar meus conhecimentos, sentimentos e dúvidas, nem defendo o ignorantismo.
Por mais simples que a pessoas possam ser, sempre dominarão temas por mim nunca antes navegados.
Daí minha profunda paixão pelo que é humano (mesmo que, às vezes, tenda ao desumano).
Não sei catar caranguejo, nem nenhuma técnica para melhor fazê-lo.
Não sei a correspondência entre quilômetros por hora e nós.
Não sei falar nortúmbrio - nem nunca ouvi alguém falar.
Não sou filósofa. Estou mais para nefelibata.
Mas admiro a filosofia, a literatura, a música, e tudo que encha o espírito de alma.
Vai que, de uns tempos para cá, dei de treinar para cirenaísta. De déu, em déu, mas sempre tentando. E parando para contar uma coisinha ou outra aqui. Mas esqueci de esclarecer aos leitores o que vem a ser o cirenaísmo. E só dei conta disso agora.
Portanto, é com orgulho que venho falar...
Do cirenaísmo desta Lebre de Março
"Todos buscam o prazer e fogem da dor."
Esta é a base da doutrina filosófica da escola cirenaica (século V a.C.), cujo fundador, Aristipo de Cirene (daí o nome), foi discípulo de Sócrates e de seus seguidores, e tinha como tema central o hedonismo.
Aristipo destacou alguns aspectos subjetivos da sensação e dos estados psíquicos resultantes.
Distingue a afecção, que é o estado psíquico resultante, e a coisa que produz a afecção.
O que nós conhecemos são as modificações destas afecções, e não aquilo que está fora de nós, apesar de neste exterior encontrar-se a causa. Mas o que importa são as afecções (isso lembra Protágoras, que faz ao homem ser a medida de todas as coisas).
Trocando em miúdos: certa vez, Aristipo disse a seus discípulos: "Dizem que as sensações são conhecidas claramente e somente elas, porquanto não o são suas causas. Não se ocupam, pois, das coisas físicas, por serem incompreensíveis."
E nesta observação dos estados psíquicos, admiravelmente chegaram a advertências sábias sobre como adequadamente viver, para que se extraia o máximo possível de prazer da vida.
Observação: Este monte de frases soltas desconexas são, sim, frases soltas desconexas. Não me demorei neste post, apenas despejei pensamentos, à medida que chegaram. Vejam: estou indo além do cirenaísmo!
Não deixo de expressar meus conhecimentos, sentimentos e dúvidas, nem defendo o ignorantismo.
Por mais simples que a pessoas possam ser, sempre dominarão temas por mim nunca antes navegados.
Daí minha profunda paixão pelo que é humano (mesmo que, às vezes, tenda ao desumano).
Não sei catar caranguejo, nem nenhuma técnica para melhor fazê-lo.
Não sei a correspondência entre quilômetros por hora e nós.
Não sei falar nortúmbrio - nem nunca ouvi alguém falar.
Não sou filósofa. Estou mais para nefelibata.
Mas admiro a filosofia, a literatura, a música, e tudo que encha o espírito de alma.
Vai que, de uns tempos para cá, dei de treinar para cirenaísta. De déu, em déu, mas sempre tentando. E parando para contar uma coisinha ou outra aqui. Mas esqueci de esclarecer aos leitores o que vem a ser o cirenaísmo. E só dei conta disso agora.
Portanto, é com orgulho que venho falar...
Do cirenaísmo desta Lebre de Março
Esta é a base da doutrina filosófica da escola cirenaica (século V a.C.), cujo fundador, Aristipo de Cirene (daí o nome), foi discípulo de Sócrates e de seus seguidores, e tinha como tema central o hedonismo.
Aristipo destacou alguns aspectos subjetivos da sensação e dos estados psíquicos resultantes.
Distingue a afecção, que é o estado psíquico resultante, e a coisa que produz a afecção.
O que nós conhecemos são as modificações destas afecções, e não aquilo que está fora de nós, apesar de neste exterior encontrar-se a causa. Mas o que importa são as afecções (isso lembra Protágoras, que faz ao homem ser a medida de todas as coisas).
Trocando em miúdos: certa vez, Aristipo disse a seus discípulos: "Dizem que as sensações são conhecidas claramente e somente elas, porquanto não o são suas causas. Não se ocupam, pois, das coisas físicas, por serem incompreensíveis."
E nesta observação dos estados psíquicos, admiravelmente chegaram a advertências sábias sobre como adequadamente viver, para que se extraia o máximo possível de prazer da vida.
Observação: Este monte de frases soltas desconexas são, sim, frases soltas desconexas. Não me demorei neste post, apenas despejei pensamentos, à medida que chegaram. Vejam: estou indo além do cirenaísmo!
14/12/2002
11/12/2002
E s p l a n c n o t o m i a
Provisoriamente não cantamos o amor, que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantamos o temor, que esteriliza os abraços.
Não cantamos o ódio, pois que esse não existe - existe apenas o medo, nosso pai e companheiro.
O medo grande das liças, dos mares, dos desertos.
O medo dos soldados, das mães, das carolas.
Cantamos o medo dos ditadores, dos democratas, da morte, e do depois da morte.
Morreremos de medo e, sobre nossos túmulos, nascerão flores amarelas.
Provisoriamente não cantamos o amor, que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantamos o temor, que esteriliza os abraços.
Não cantamos o ódio, pois que esse não existe - existe apenas o medo, nosso pai e companheiro.
O medo grande das liças, dos mares, dos desertos.
O medo dos soldados, das mães, das carolas.
Cantamos o medo dos ditadores, dos democratas, da morte, e do depois da morte.
Morreremos de medo e, sobre nossos túmulos, nascerão flores amarelas.
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