08/02/2003

GALERIA DE ARTE DO PAÍS DAS MARAVILHAS




Já que as obras 'lewis-carrolianas' (inventei agora) são sempre lembradas neste humirde bloguinho, decidi deixar, ao alcanse de todos os meus curiosos leitores, esta pequena galeria gráfica. Podem copiar, colar, comer, podem fazer o que bem entenderem com o material abaixo. Bom proveito!
(Na caricatura de Zach Trenholm: Lewis Carrol)




Alice e sua amada gatinha Dinah. Ilustração de Gwynedd M.Hudson.




"Oh, céus! Oh, céus! Estou atrasado!", dizia o Coelho Branco, enquanto Alice observava. Ilustração de Mabel Lucie Attwell.




O lagarto Beto, pobre coitado, sempre encrencado quando Alice está por perto. Na figura, é acudido pelo Coelho Branco e uma multidão de curiosos, depois de ter sido arremeçado pela chaminé, com um chute espetacular da gigantesca Alice, que mal cabia na casa do coelho... Ilustração de A. E. Jackson.




O Senhor Lagarta Azul, na moderna concepção de Rodney Matthews.




Os criados da duquesa: Lacaio-Rã e Lacaio-Peixe, trajando suas librés, muito pomposos. Ilustração de Bessie Pease Gutmann.




Na casa da Duquesa de Copas: cosinheira que adora pimenta, a duquesa com o bebê e Alice. Deitado, no canto esquerdo, o Gato Caçoador (Gato de Cheshire) - bicho de estimação da duquesa. Ilustração de John Tenniel.




O Gato Caçoador no traço de Walt Disney.




Lebre de Março, Rato Silvestre e Chapeleiro Maluco, durante o chá interminável, no jardim da casa da Lebre. Ilustração de Marshall Vandruff.




No estranho jogo de croqué da Rainha de Copas, todos usavam flamingos no lugar de tacos, ouriços no lugar de bolas e os arcos nada mais eram do que soldados-carta. Duro, era fazer com que os mal-humorados flamingos esticassem seus pescoços, manter os ouriços parados em seus lugares, e achar um soldado-carta que permanecesse de quatro, para que os ouriços fossem arremeçados por debaixo. Ilustração de Maria L. Kirk.




Grifo e Alice ouvem a hitória da Tartaruga Falsa. Ilustração de Arthur Rackham.


Se o caríssimo leitor desejar saber mais sobre os diferentes ilustradores deste história, poderá clicar aqui.


06/02/2003

Meus leitores-amigos-hidolatrados-salve-salve ouviram meus pedidos e já enviaram algumas contribuições!
Vejam o presente do Alexander, um meu voyeur da obscuridade, que não tem blog, mas mandou via E-mail:



(Chapeleiro Maluco, Alice, Lebre de Março e o pequenino Rato Silvestre, que só sabe dormir. Da obra 'Alice no País da Maravilhas', de Lewis Carrol.)


Presente da Tchelinha, via comments:



(Alice, Lebre de Março, Rato Silvestre e Chapeleiro Maluco. Da obra 'Alice no País da Maravilhas', de Lewis Carrol.)


Presente do venerável tio Majarti, via comments (não é a Lebre de Março, e sim o Coelho Branco - outro que ainda faltava dar as caras na minha humirde toca):



(Coelho Branco caindo pela toca de entrada. Da obra 'Alice no País da Maravilhas', de Lewis Carrol.)


Agradeço a todos. Toda e qualquer colaboração para minha coleçãozinha será incluída aqui.

05/02/2003

Presente que ganhei do senhor Avery Veríssimo!



(Senhor Lagarta e Alice, da obra 'Alice no País da Maravilhas' - desenho de Lewis Carrol.)


Muito agradecida, tio Véry, agora todo mundo sabe quem é o tal Senhor Lagarta que largo assinado poraí. O Grifo e a Tartaruga Falsa vocês já conhecem, assim como o Gato Caçoador e o Dodô Corredor. Portanto, vou tentar achar, agora, a Lebre de Março. Se alguém aí souber de algum desenho da Lebre (não vale os da Disney, que nã quero), por favor, me comunique. Quero links, links e mais links dela e de seus amigos, o Chapeleiro Maluco e o Rato Silvestre.

04/02/2003

Do Irmão Mata-Baratas

É com incomensurável prazer que venho até vocês falar de meu mui estimado mata-baratas oficial. Esta iluminada criatura denominada irmão é, além de karma e dharma, minha mais alardeada luz no fim do túnel em situações como a que vou relatar.

Estava esta lebre que vos fala sentadzinha, muito calma e cantarolante, em frente ao PC. Feliz, distraidazinha, lendo suas mensagens noturnas e chit-chatiniando com seus amiguinhos de drento do computadôi, quando...

(começa, repentinamente, a música de susto)

DUAS BARATAS DESTE TAMANHO ENTRARAM VOANDO SABE-SE LÁ DÊUSI DE ONDE, COM SUAS ATENAS ASQUEROSAS E SEUS MONTES DE PERNAS (aqui entra a pergunta que toda a humanidade já se fez um dia: pra que tanta perna se ela voa, dio cristo???), DANDO COM SUAS MISERÁVEIS TESTAS EM TUDO QUANTO HÁ DE MEU: MINHAS PAREDES, MEU COMPUTADOR, TUDO, TUDO, E FAZENDO AQUELE BARULHO MEDONHO: 'PÁC! PÁC!' !!!

(fim da música de susto)

Neste momento, só não entrei em colapso e tive o tão falado ataque do miocárdio porque meu sistema nervoso simpático (aquele, que desde tenra idade bota banca e decide várias coisas por mim) resolveu que era hora de passar sebo nas canelas e fincou suas esporas elétricas nos meus lombinhos, bradando em código morse para os nervos superficiais: 'Arrepia! Arrepia! Toca pro quarto dele!' É claro que todos os convocados obedeceram.

Abri a porta num pontapé e vi o volume roncando debaixo dos lençóis. Sem parar, ainda vítima do choque, mirei o montinho de cabelo e meti um só sopapo, que fez voar da cama meu desnorteado hermanito, como se o culpado pela existências de seres tão hediondos fosse ele. Tudo bem. Mea culpa, mea maxima culpa - sei que não deveria agir assim. Mas não costumo responder por meus atos quando me deparo com meus mais profundos medos. Pois meu salvador caiu da cama e, instantaneamente e ainda dormindo, lançou mão de um chinelo, tão acostumado com sua função que está. Lampeiro, logo estava com os dois corpos imundos e mortos, sem eu nem precisar abrir a boca. Im-pres-si-o-nan-te, a agilidade, a sagacidade, a presteza de meu benfeitor.

EPíLOGO

Enquanto houverem baratas voadoras e uma loira-lebre fóbica, sempre haverá o Supeeeeeeer Irmãããão!
Go, brother, go!

03/02/2003

TIENGO GANAS DE CHÉDAR MAC MALT!
Meu pobre estômago está pulando e gritando 'Hu! Huhu! Huhuhu! Hu!'.


(meu estômago, comparativmente)


Vou alí papar, queném uma javalôa louca e devassa, uma promoçã number fór.

02/02/2003

Valha-me meu São Gervázio...!
No tempo recorde de 2 semanas e 1 dia (ou 15 dias, ou 360 horas, ou 21600 minutos, ou 1296000 segundos), meu counter marcou 1000 visitas (1006, mais exatamente), pulando a marcação de 4000 para 5006. Confiram o post que dediquei à ele no dia 18 de Janeiro:

Sábado, Janeiro 18, 2003


No que eu entrei hoje para ver o que que há, dei de cara com meu counter gritando: "Quatro miiiil !"



ESCRITOS DE CRIS DOS4NAIPES | 12:49:20 PM

Tem voyer aqui! Uns (4)


Isso me leva a crer que:

§ Meu counter pirou, coitado;
§ Esse counter andou usando drogas;
§ Meu humirde bloguinho foi eleito presidente de alguma coisa;
§ Meu humirde bloguinho deve ter sido indicado em algum site que indica humirdes bloguinhos;
§ Estou tendo alucinações numéricas;
§ Ai, o povo gosta de mim, acho que vou chorar...



29/01/2003

Da infância e seus detalhezinhos: pequenos tópicos de alembramento II

§
É como eu estava falando para a peixinha: dia cinza faz a alegria das lebres de março.
Eu não gosto de sol. Mas também não gosto de chuva. Prefiro tempo nublado e seco. São gostos...
Adoro dia cinzento desde tenra idade. Sinto-me incrivelmente bem no friozinho. Ventinho, cores opacas, baixa luminosidade... Acho que nasci pro meio-termo climático. Acho que o meio-termo climático influencia meu temperamento.

Tenho uma lembrança, guardada desde os 4 ou 5 anos de idade, que me embutiu o meio-termo climático na alma. Eu havia acabado de acordar do meu sono vespertino de beleza infantil (sim, vejam como eu já era uma cocota precoce) e senti o cheirinho de chuva no ar. Aquele que vem antes da chuva, que até hoje eu não sei explicar por que exéste, mas exéste. Rumei à galope para o quintal, de onde vinha o barulhinho da minha mãe recolhendo roupas do varal - outra coisa que eu não sei explicar, mas que exéste. Entretanto, não cheguei até ela: da porta da cozinha, meus olhos pueris retiveram a mais gloriosa visão celeste da minha vida e empacaram minhas perninhas galopantes. Não eram nem quatro horas da tarde, e o céu estava totalmente vermelho-sangue. Portanto, não imaginem aquele rubor de ocaso, que mistura tons irisáticos. Era algo... surreal (daí deve ter nascido meu primeiro contato com o estilo). Fiquei com a boca aberta, os olhos arregalados e as mãozinhas unidas de espanto, olhando aquilo lá, durante quase um minuto. Depois disso, meu sistema nervoso simpático infantil deu um choque em cada perna e um nas cordas vocais, o que me fez galopar velozmente até minha mãe, berrando incontinênti: "O CÉU PEGOU FOGOOOOOO!!!"

Nota: Infelizmente, não posso explicar o porquê do acontecido, pois que não me lembro o resto da história. Era muito kiança pra lembrar de tudo. Só sei que, no varal, as roupas da minha mãe estavam vermelhinhas da silva, tal e qual o céu. Vou conferir se a dona minha mãe lembra de tudo. Depois, volto e te conto.
Aos cinéfilos:







Amores Perros, de Alejandro González Iñárritu

27/01/2003

Da infância e seus detalhezinhos: pequenos tópicos de alembramento I

§ É como eu ia dizendo pra dona Olabáuti (que eu conheci por intermédio da tia Paula): cereais a granel ainda vévem. Dona Olabáuti relembrava, numa singela volta ao passado de sua infância lá em Barbacena (ou whatever, que eu não perguntei), os "armazéns de antigamente, quando o feijão era vendido a peso, e usavam aquelas colheronas afuniladas para pegar a mercadoria do saco de estopa e pesar nos saquinhos de papel." E acrescentou que quem tem mais de 35 e morou no interior se lembraria disso. Foi no meio dessa prosa que objetei em protesto.

Ei! Eu tenho 27 e alémbrio dos malfadados saquinhos de papel, dos cereais que eram vendidos a granel! E morava em Campinas, inda por cima! O meu segredo? Além de usar 2 cores de tintura para esta tonalidade, devo dizer que qualquer mercadinho da minha infância gostava de vender as coisas assim. Só que eu não gostava de comprar. Primeiro, porque tinha que descer uma rua inclinadissississíssima para chegar no dito mercadinho do bairro. E segundo, porque o saquinho de papel era da pior qualidade, e adorava estourar seu fundo nas minhas mãos pueris, fazendo da rua uma bela cascata de feijões, arroz...

26/01/2003

Pensamento cirenaísta deste domingo:

«Os assuntos são como carrinhos de rolimã - você acha que só farão caminhos retos, a julgar pelo tamanho das rodinhas, enquanto eles passam a fazer uma beeeela curva aberta.»


Para entender este pensamento, acesse:
http://www.surrealismo_dos_pensamentos.entendeção.br

23/01/2003

Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Tu tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.

Fernando Pessoa, Gato que Brincas na Rua.


Balthus, Le Chat de la Méditerranée.

21/01/2003

Ai, ai.
Hoji a noiti foi ruim. Não bastasse o maldito calôi, meu sistema de chat não quis papo comigo. Me botou di castigo num cantu, azoeliada no milho, só com um papel i material pra colorir.
Vejam o que fiquei fazendu:

O que eu fiquei fazeno di noiti></a></center>
<br /><center><i>(cliqui na figura)</i></center>
<br />
<br />
<br />Si alguém aí se inspirar na minha pequena-grandi obra di arti, e quizer mi mandar, vou ficar mais filiz.
<br />
<div style='clear: both;'></div>
</div>
<div class='post-footer'>
<div class='post-footer-line post-footer-line-1'><span class='post-author vcard'>
Postado por
<span class='fn'>Lebre de Março</span>
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às
<a class='timestamp-link' href='http://surrealismo.blogspot.com/2003/01/ai-ai.html' rel='bookmark' title='permanent link'><abbr class='published' title='2003-01-21T23:21:00-02:00'>11:21:00 PM</abbr></a>
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longo o caminho
até uma flor
só de espinho

Haicai de Paulo Leminski.



Salvador Dalí, Rosa Meditativa.
Os Deuses devem estar loucos:

§ Que template é essa? Que mulerada amarela é essa? Vá ver o que que há no Ópio, que curiosidade também é causa mortis.




§ Hoje tem marmelada? Tem sim senhor! Hoje tem goiabada? Tem sim senhor! E o palhaço, o que que é? Agora virou escritor!
Escritor ou chargista? Eu, heim! Mais fácil ver para crer...



Nota: ambos passam a morar aí do lado.

18/01/2003

Descasquei de novo...



("Você realmene deveria sair do sol agora, Marta! Está começando a descascar!... Marta? Marta?!?!")

Pensamentozinho mais do que bêstia: Assim como as bananas, será que entrarei em extinção por conta disso?
No que eu entrei hoje para ver o que que há, dei de cara com meu counter gritando: "Quatro miiiil !"

17/01/2003

Hoje, sabe, hoje veio um tico-tico desse tamanhinho na minha janela...
Ele pia que é uma graça, mas o mais engraçado foi quando ele começou a limpar o bico no batente, sabe?
Pequeno e marrom.
E daí fazia toc-toc-toc co'bico. E eu disse "eeeeeentra" e ele entrou.
Poisé.
Aqui tem muito tico-tico. Tucano, periquito, saracura, pica-pau, rolinha, sabiá, fogo-apagou, bico de lacre...
Vou dormir com a janela aberta de novo, pra, quem sabe, convidar um tucano pro café da manhã. Coruja não, que a essas horas não tem café e eu, bem, eu devo estar sonhando.


Não é o grito
A medida do abismo?
Por isso eu grito
Sempre que cismo
Sobre tua vidaTão louca e errada...
- Que grito inútil!
- Que imenso nada!

Vinicius de Moraes, A Medida do Abismo.


Munch, O Grito.
Descobri várias pessoas linkando este b log.
Aí vai a lista dos danadzinhos:

§ A Ostra e o Vento, da Aninha quem-conta-um-conto;
§ A Tormenta do Cérebro, do Majarti; *
§ Blog do Tas, do tv-cultural Marcelo Tas (vulgo Prof. Tibúrcio); *
§ Complicada, Eu??, da Carol, velha amiga interneteira;
§ Dias e Noites, da Miss Koltrane; *
§ Epístolas, do Avery;
§ Free Bee, do 'Darqueson'; *
§ Gente, do gente-boa Carpe Diem;
§ Japão em Ação, da Jessyka; *
§ Livro Aberto, da "Sheila da Caverna";
§ Maré, da Tchelinha tudo-di-bom;
§ Ópio, do Ralf; *
§ Panis et Circencis, da Flávia; *
§ Prosa Caótica, da Maira tou-em-casa;
§ Queda!, do tio Guí;
§ The PhYz Blog, do meu caro Drico, o 'leuco';
§ Tupiniquim Brazilis, do Bru, comparsa repentista;
§ Um Novo Caminho a Seguir, da minha peixinha querida-idolatrada-salve-salve;
§ Wumanity, da Rô Fisher.

Alguns eu já sabia. Outras, descobri hoje (são os com asterisco).
Mim gosta vocês! :)

16/01/2003

Fonte de Surrealismo II

(...)
Edi: Você está procurando dente em... em bicho que não tem dente (sou péssimo pra lembrar os ditados)!
Cris: Fucinho em testa, tio... Eu tou procurando fucinho em terra.
Edi: Um cinocéfalo tem o fucinho na testa.
Cris: Tem nada. Tem chifre no fucinho.
Edi: Isso porque andou metendo o fucinho onde não devia. Você não privilegia a panacéia...
Cris: Privilegio a todossss. Todos tem seus privilégios. Eu, por exemplo, posso escolher o lado da cama em que vou dormir. Toooda noite: isso é um privilégio.
Edi: Maior privilégio é escolher o ponto de vista. Como nesse caso. Mas é privilégio de poucos.
Cris: Poisé.
Edi: Eu durmo do lado quente da cama.
Cris: Eu posso dormir na esquerda ou na direita, em cima ou em baixo, de bruços ou de costas, horizontal, vertical, ou diagonalmente.
Edi: Eu assistí esse filme, com a Penelope cruz, Woman On Top. Grande trilha sonora.
Cris: É certo que, quando opto por dormir na horizontal, amanheço com dores no corpo, por ser uma cama de solteiro. Mas não deixo de poder optar.
Edi: Isso teria solução se você postasse 2 cadeiras pra convidados ao lado da cama, e que fossem almofadadas, pros dias (noites) em que não houvessem convidados.
Cris: Tem toda razão, está coberto dela! Mal enchergo seu rosto, de tanta razão que tem por cima e pelos lados, e tudo! Vou pensar nesta hipótese das cadeiras.
Edi: E lembre de mim com respeito aos convidados. E também quando estiver com sede de razão.
Cris: Vou sempre me lembrar de você, até que a memória falhe. Xá comiga.
Cris: Poderia colocar bebidas e um bule de chá para os convidados. Truques de um bom anfitrião, para mante-los mesmo quando começar a roncar.
Edi: Não é um encontro social.
Cris: ...Normalmente, convidados são como perdizes, assustam-se com barulhos altos, e tudo mais.
Edi: ...Seria algo onírico, como você diz gostar.
Cris: Claro, como não!
Edi: E, escolhendo bem os convidados, eles beberiam 'Ura'.
Cris: ...Mas, por via das dúvidas, não seria má idéia atá-los às cadeiras, para que não voem para longe.
Edi: ...Tua escultUra...
Edi: ...formosUra...
Edi: ...frescUra...
Cris: ...ditadUra...
Cris: ...compostUra...
Cris: ...armadUra...
Cris: Bebidas com 'Ura'... hmmm... Boa idéia. Seriam bem vistas entre os convidados.
...
Cris: E também um pouco de sementes, para ciscarem...
Edi: Hahahahah

15/01/2003

Mensagem aos Desavisados




"Quando eu uso uma palavra, seu significado é tão somente aquele que eu escolhi para ser. Nada mais, nada menos."


(Humpty Dumpty, em Alice Through The Looking Glass - Alice Através do Espelho)
Voltemos e falar de gelatina:
(Aprendi o gosto pelas belezas translúcidas da gelatina com minha amiga peixinha)

Não Comerei da Alface a Verde Pétala

Não comerei da alface a verde pétala
Nem da cenoura as hóstias desbotadas
Deixarei as pastagens às manadas
E a quem mais aprouver fazer dieta.

Cajus hei de chupar, mangas-espadas
Talvez pouco elegantes para um poeta
Mas pêras e maçãs deixo-as ao esteta
Que acredita no cromo das saladas

Não nasci ruminante como os bois
Nem como os coelhos, roedor; nasci
Omnívoro, dêem-me feijão com arroz

E um bife, e um queijo forte, e parati
E eu morrerei, feliz, do coração
De ter vivido sem comer em vão.


Clap,clap,clap.
Bravo, gourmand Vinicius de Moraes, degustador dos céus!
E havia aquele amigo meu que sempre dizia:

"Não há nada melhor
do que comer quando se tem fome,
beber quando se tem sede
e dormir quando se tem sono."


Se fosse esta que vos fala a dona de tal lista, ela seria longuíssima, com mil adendos. Falaria de sexo, gargalhadas, chocolate e mais uma infinidade de deleites.
Mas na verdade, este meu amigo era muito mais sábio que esta pobre doida. Foi-se o tempo em que dávamos o devido valor a estas 3 delícias básicas. E é um tempo que não volta, o da infância.
Quem sabe, no meu treino ao sirenaísmo deste ano, se eu não consigo tocar novamente os 3 prazeres básicos com o mesmo olhar infantil?
Eu juro que quero.



Calma, pessoas. Não é a Tartaruga Falsa tentando entrar em cena. A Lebre ainda impera. Pelo menos, até março.
Pronto. Ontem assisti The Lord of the Rings - part I. Agora estou preparada para:




LEGOLAS RULES!

14/01/2003

E por falar em posts oníricos, digam oi ao Majarti, que vai passar a morar aí, na coluna ao lado.

13/01/2003

Fonte de Surrealismo

Nunca fiz nenhum comentário sobre algo de ótimo que me aconteceu, muito por acaso, já este ano.
Entrei para este grupo de discussões, entitulado "Quem Conta Um Conto...", onde encontrei pessoas excelentes. São malucos insanos geradores dos sonhos mais surreais com os quais me deparei por estas bandas virtuais.
E foi de um destes efêmeros encontros eletrônicos, que nasceu a conversa onírica mãe do seguinte poema:

Ode ao Rouge

Se não passas pelas alvas faces
Desiludida e vã existência entoas
Morenas, brancas, amarelas, doces
Coras com tua bela cor de broa.

Se te tomo em minhas mãos com o vinho
Me alegras a vista, minh' alma atordoas
Se te levo ao rosto liso e limpinho
Me enches de graça, pensamento voa

Se me embriaga a vivência plena
Rouge nas faces, vinho à mão, à toa
Chega a seu fim, existência empena
Confusa é a hora em que te distoa

Güela abaixo, hoje em pó povoas
Tão somente o sonho taciturno meu
Jaz em paz, lindo rouge-broa
Na pança da bela que te comeu.


Obrigada pela inspiração e pela alegria! Surrealismo puro.

12/01/2003

A chuva não passou.
Não fui no show.
Que lástima.

11/01/2003



Salvador Dalí, Paysage aux Papillons
All the leaves are brown (All the leeeaves are brooown...)
And the sky is gray (And the skyyy is graaaAAAy...)
I've been for a walk (IIII've been for-a waaaAAAlk...)
On a winter's day (On-a winter's daaaaaaay...)
I'd be safe and warm (IIII'd beee safe-and waaaAAArm...)
If I was in L.A. (If I was in L.AAAAAA. ...)
California dreamin' on such a winter's day (Caalifoornia dreaamiin'...)


Ganhei essa e outras do Mamas & Papas ontem. Para compensar o 'Modóvar que perdi... Né, fófis?

10/01/2003

Frustração, amargura, lamento, lamúria...
...
Oh, Hable con Ella, porque não me esperaste na telona? Porque?
Oh, My Big Fat Greek Wedding, porque não cedeste tua vez para 007 - Die Another Day? Tu, que és tão borocoxô?
Oh...