31/03/2003

Dos Momentos Refresco

Essa lagarta parece obcecada por duas coisas: guerra e trabalho. Mas você, pobre leitor, não é obrigado a aguentar essa lenga tododia-tododia-tododia. Portanto, entrarei, mais frequentemente, com temas refrescantes para agraciar meu público legente (e me defender dos tapas e golpes que tenho levado, via Email, pelos que me amam de montão...)
Portanto, sem mais delongas, vamos ao primeiro post geladzinho.

A editora.

30/03/2003

Dizem V



"(A Cruz Vermelha diz ter um sentimento de incapacidade crescente relativamente às vítimas civis da guerra.)

A Cruz Vermelha diz ter agora "um sentimento de incapacidade crescente" relativamente às vítimas civis da guerra, nomeadamente em Najaf, Nassiriyah e Karbala (cidades do Sul do Iraque) — zonas às quais não há praticamente acesso.

Também segundo o Comité Internacional da Cruz Vermelha, confirma-se que, desde anteontem, não há electricidade na província de Al-Anbar, a oeste de Bagdad. Em quatro localidades daquela província iraquiana não há igualmente água desde a mesma altura.

A maioria das linhas telefónicas não funciona, sendo agora difícil obter informações sobre a actual situação que se vive em território iraquiano, frisa ainda a Cruz Vermelha.

A organização refere também que está a tentar localizar os jornalistas dados como desaparecidos no Iraque, mas, no entanto, não adianta mais pormenores sobre esta situação.

O Iraque é alvo de uma ofensiva militar dos Estados Unidos e dos seus aliados, desde há mais de uma semana, que tem como objectivo derrubar o regime de Bagdad, liderado pelo Presidente Saddam Hussein. "

(notícia do Público.pt)

28/03/2003

A onda é caminhar pra trás
o condutor perdeu a rédea.
Agora a novidade, a novidade
é a nova idade média.

(Carlos Saraiva, sem título)



(Pieter Brueghel, The Triumph of Death - 1562)

26/03/2003

Dizem IV



"(No sétimo dia de guerra, o povo iraquiano recebe os primeiros alimentos e água.)

A primeira tranche de ajuda humanitária já chegou ao Iraque. As Nações Unidas estão a preparar um apelo urgente de mais de dois mil milhões de dólares para ajuda humanitária no Iraque. A maior parte do dinheiro destina-se à compra de comida. "

(notícia do RTP.pt)

24/03/2003

Dizem III

"33 BAIXAS NA GUERRA DE SÃO PAULO


Desde o início da 2ª guerra do Iraque, as forças americanas perderam 30 homens nos combates. Da meia-noite de sexta-feira às 10h de ontem, 33 pessoas foram assassinadas em São Paulo. Teotônio Vilella, na zona leste, e Parelheiros, na zona sul, foram as áreas com maior número de crimes."


(Jornal da Tarde - SP, Brasil. Segunda-feira, 24 de março de 2003.)
Enviado pela minha querida colega blogueira Dea



Rob Gonsalves, Here Comes The Flood

21/03/2003

Dizem II

" Chirac está contra a administração americana ou britânica no Iraque.
O Presidente francês afirmou hoje em Bruxelas que Paris não aceitará uma resolução das Nações Unidas que confie a administração do Iraque aos Estados Unidos e à Grã-Bretanha no fim da guerra. Jacques Chirac disse ainda que Washington e Londres saíram da legalidade internacional ao partirem para esta guerra contra o Iraque sem o aval da ONU.
Para o chefe de Estado gaulês, que falou depois à margem do Conselho Europeu que hoje termina em Bruxelas, aceitar uma nova resolução das Nações Unidas sobre o futuro do Iraque seria concordar implicitamente com a acção militar dos EUA e do Reino Unido.
Respondendo aos jornalistas numa conferência de imprensa, o Presidente francês afirmou que, seja qual for o desfecho desta guerra, será preciso reconstruir o Iraque e isso só pode competir a uma instância: à ONU e não à União Europeia. "Estamos a atravessar um momento trágico e fomos postos à prova", sublinhou. "

(notícia do Público.pt)

20/03/2003

Dizem

"Isn’t strange what’s going on?
Despite that the coalition of evil has seal all the successful peaceful and diplomatic endeavouers, but, still, the peoples of USA, Britain and Spain refuse totally the tomfoolery walk of their governments. We are about to face a barbarian aggression on our honour, values, land and sovereignty…that is true, but there are many factors which give us an advantage that our enemy does not have which is our success in foiling US, British and Spanish attempts to dress their aggression in the mantle of the International Community, besides, that our case has open our eyes on the attitudes of important states in the world, such as France, Germany, and Belgium, making them acquainted with the peril of the American unilateralism in controlling world peoples fate, resource and their future which subject today to the most diabolic plans. The failure that US has suffer in lacking the international cover consider a big advance, but is it enough to stop the angry bull?. The answer is no for the Bush “the little” that pushed by his tomfoolery and black malice that supported by Blair and Spanish Prime Minister by no attention to the International Organization because, for them, it’s mere a tool under their hands …if it works, then it’s OK, if it not they abandon it. Thus what is required from other states in the Security Council is to have a censure post concerning this matter, secondly, to hinder aggression on Iraq it’s not enough to condemn or to protest in stead, to do the best in every possible means because these states have breached laws and the resolutions of the International Legacy. The pitiful and, shameful at the same time, thing here is that the weaknesses in the attitude of the UN Security General Kofi Annan who has go beyond the limits by pulling the UN humanitarian officials and workers in the Understanding Memorandum(Oil for Food) for nothing but implementing what his masters ordered. Is not strange for Security General to behave in opposite with UN work and goals… Is not also strange for Security General to pull all these people at a time in need of them more than any before. I wonder, what the explanation of Mr. Kofi Annan will be? What rises laugh is that Mr. Kofi Annan hears and see from the US administration what rises sarcastic and condemnation when they openly declare that they want to invade Iraq no more no less!!"

(texto de Dr. Abdul-Razzaq M. Al-Dulaimi)
W A R
Linkaram o mundo da lebre:

  • Um Dia Gnóstico, do nhô Carlos Saraiva;

  • Decifra-me, do dona Dulce;

  • Mermaid On Line, da Mermaid;


  • Gradicida, gradicida, gradicida.

    19/03/2003

    EU USO A PODEROSA ARRUDA




    DA DONA OLABÁUTI

    (LABÁUTI, PARA OS ÍNTIMO)

    COM A GRAÇA DO SENHOR, ALELUIA !*


    BOM PARA:
  • 14/04 (não - isso é pra cheque pré-datado);

  • Proteção contra roubo de canetinha hidrocor;

  • Friêra do meio dos dêdo;

  • Guerras em geral.


  • PLANTÔ, AFUGENTÔ!

    (*Nota (débil)Mental: 'Senhor' é o cachorro quidicasa, que come as planta da horta tudo. Todas as planta, menos a Poderosa Arruda de Olabáuti.)

    16/03/2003

    SUPER-PÍLULA

    Nada mais gratificante do que ter seu suor transformado em resultado. Três vivas ao cabernet sauvignon. Dez vivas à inspiração e à força de vontade. Cem vivas aos meus ajudantes e palpiteiros de dentro do computadôi. Bebemoraremos algum dia desses. A todos meu mais sincero 'Obrigada'!



    Dave (www.davegraphics.com)

    15/03/2003

    Momento 'Noite de Sábado All-U-can-do Your Job'

    Me, myself and I, sentadas na frente do computador, cada qual com sua taça de cabernet sauvignon. Trialogando, lembrando como é monótona a solitude do trabalho-em-tempo-integral, enquanto os outros saem poraí, encontram diversão e pessoas bacanas pelo mundo afora.
    Mas nós não. Não senhor. Nós estamos aqui, esfregando a cabeça no monitor, coreldrawiando, criação, criação, criação... atéééé quase ficarmos loucas. Mas nós não ficamos. Só o necessário para vivermos bem e trabalharmos de acordo. Paramos, de vez em quando, para prosear com um e outro que aparecem do lado de dentro do computadôi. E para escrever no blog.
    E irmos ao toilete.
    E para ficarmos coçando um dos joelhos, que fica contorcionisticamente colocado em cima da mesa.
    Mais nada. O resto é concentração.
    Mesmo que concentração nos gifs das páginas abertas da net, que pupulam graciosamente, num balé coloridzenho.
    Ou concentração na lagartixa que acaba de atravesar, de fora a fora, a parede onde se apoia a mesa do PC. Sim, bonita lagartixa. Não é pálida demais, tem uma certa corzinha. Não é uma qualquer.
    Mas enfim, é com isso que passo minha noite de sábado: minha múltipla personalidade, pessoas de dentro do computadôi, gifs, jpgs e uma lagartixa. Que decadência. Gostaria de estar lá fora, conhecendo gentes bacanas.
    O celular é um artigo de suma importância na vida dos publicitários-criadores-de-tempo-integral. Ele disfarça a solidão dos escritórios pequenos com papinhos intermináveis. O único problema é que, nas noites de sábado, é quase impossível encontrar algum amigo(a) que não esteja correndo livremente pelas ruas do mundo, ou em live chit-chatings de mesa em barzinhos aconchegantes, ou suando em muvucadas pistas de dança de boates-escândalo. Por isso, dorme em paz meu telefoninho.

    Que foi? Achou este post sem graça? Poisé. Vai vendo.

    Meu reino por um baldão de manditas e um modóvar...

    14/03/2003

    ALEGRIA, ALEGRIA


    Dave (http://www.davegraphics.com)

    O COMEÇO ESTÁ PRÓXIMO.

    12/03/2003

      Napoleão, Hitler, Bush;
      digam sem culpa nenguma:
      porque nem todo ariano
      é Ariano Suassuna?



      Roubado a contento daqui.

    11/03/2003

    Dica de Leitura:



    S U R R E A L I S M O
    SÉRIE MOVIMENTOS DA ARTE MODERNA

    FIONA BRADLEY
    (Tradução: Sérgio Alcides)

    Clara e informativamente, Fiona Bradley, curadora da Tate Gallery, passa em revista o surrealismo, surgido em torno de 1920, em Paris. Liderados por André Breton, um grupo de poetas adota a "escrita automática" como procedimento artístico. Em pouco tempo, suas imagens oníricas migrariam para o cinema, a pintura e a fotografia, dando origem às criações geniais de Luis Buñuel, Max Ernst, René Magritte e Joan Miró, entre outros.

    10/03/2003

    Bad Brain Day

    Dia de chuva, sabe como é, dá aquela preguiça.
    Você reúne todos os membros do corpo, em reunião extraordinária, e ordena:

    - Vamos lá, nossa meta é acordar e tomar o dejejum. Braços: levantem esse corpo. Costas: sustentem! Pernas: vão para a cozinha. Mãos, façam alguma coisa: segurem os talheres, levem o alimento à boca! Boca: não fique lá parada! Mastigue! NÃO, BARRIGA, NÃO! NÃO MANDEI VIRAR DE BRUÇOS! LEVANTEM DESSA CAMA! AAAAAAHG!

    É aí que você se dá conta de que nem o sistema nervoso simpático - aquele que, normalmente, faz a galera se mexer - nem ele obedece. Seria um dia perdido, se a culpa (ela, porque a força de vontade simplesmente dormiu com algodões nos ouvidos) não puxasse os vagabundos pelos cabelos.
    Poiséam.
    Agora, imaginem esta pobre escritora de araque tendo de descer dois lances de escada para conseguir se amontuar frente ao seu PC - travado - e tentando escrever seu post diário (hohoho! 'Diário', ela diz...! Que piada...).
    C'est ne pas possible.


    08/03/2003

    VOLTEI !




    Bem, público legente, companheiros e amiguinhas, aqui me tendes de regresso! Mais torrada que pão de fôrma em torradeira enguiçada, mais sêca e esturricada que minhoca que dorme no cimento. Não pensem em mim como uma Vênus maravilhosa, saída do mar com um belíssimo Miami tan, não



    (imagina, que pretensão a minha, cogitar que algum dentre vocês pensaria isso dessa veeeelha lebre do mar). Há algo de peculiar na minha cor, depois da exposição de minha branca cútis por vastos 6 dias de sol escaldante. Imaginem que, depois dessa maratona de luz e calor, eu fiquei com:
    § rosto, ombros, colo e braços vermelhos-incêndio-no-barraco;
    § barriga morena com considerável quantidade de manchas brancas, tal e qual um dálmata no negativo;
    § coxas marrom-globeleza;
    § pernas brancas-lesma-cega-da-caverna.
    Formaram a imagem mental? Pois é exatamente o que vocês pensaram, caros leitores: virei um orix africano!



    Tudo bem, os chifres eu não tenho. Mas que pareço, pareço. E além desta exótica tonalidade, fiquei de quebra 2 dias andando toda dura, para não arder nas partes assadas (uns 80% do todo, eu diria) o que me fez parecer, mais uma vez, com algo do mesmo continente.



    E o carnaval, heim? Um tal de "eguinha pocotó" infinito, perpetuamente tocada nas ruas da beira-mar, uma coisa de louco. Como boa literata de araque anti-social, decidi fugir das noitadas e afundei no oceano, nadando para longe do burburinho como um salmão apressado que pede licensa aos ursos. Enquanto a macacada pulava nas ruas, eu aproveitava para evitar a fadiga, descansar, e descascar como uma banana.



    E assim foi meu feriadão de carnaval. Não pensem que não me diverti - não é isso. Acontece que nós, os orix africanos, temos nosso próprio jeito de achar graça nas coisinhas da vida. Além de adorarmos jogar areia nas costas, com as patas.
    Novos Moradores

    § Blogando Pessoa, para conhecer a obra (algum dia, 'completa') do poeta;

    § Calendário do Pensamento, que dá vontade de meter no bolso e sair assoviando, como quem não quer nada (foi o que eu fiz, aqui...);

    § Eu Na India: a-do-rei. Mais um blog que descreve um outro estilo de vida neste mundão.

    § Eu Quero Ser Cora Rónai, da dona Olabáuti, que eu gosto muito, porque ela passa um café que é uma diliça e só fala coisas importante, que crescenta coisas boa nas gentes e que nobressem a arma, além do fato de ajudar todo mundo a exercitá os músclo facial, quiném os risório e os zigomático. Diretamente de Ouricuri.

    28/02/2003

    beba.........................coca.........................cola
    babe.........................................................cola
    beba.........................coca...............................
    babe.........................cola.........................caco
    caco................................................................
    cola.................................................................
    ......................................................c . l . o . a . c . a

    Décio Pignatari, Cloaca



    Dalí, Poesi d'Amerique

    27/02/2003

    a t u a l i z a ç õ e s

    § Ontem eu assisti, pela 2ª vez, The Lord Of The Rings - The Two Towers no cinema. E o Legolas continuava imortal, e o Frodo continuava olhudzinho, e o Aragorn continuava metidão.
    § Ontem eu comi camarões grandes fritos no alho & óleo. De sobremeza, um pastel português com recheio de creme de ovos. Ô, diliça.
    § Ontem foi resolvido o problema com meu possível futuro contratante. Ô, trem bão.
    § Ontem eu IA me enfiar numa sala cheia de gente estranha, com um palestrante chato que fala um assunto que já sei de cor e salteado. Ao invés disso, encontrei o el pocket philosopher, para comemorar o período de fartura de bom-humor.


    § Hoje acordei com dor de cabeça - decerto por ela estar inundada de boas idéias para meu possível futuro contratante.
    § Hoje, meu possível futuro contratante está empolgado com nossa possível futura parceria, mas ainda está tentando furar meus olhos. Normal. Todo possível futuro contratante é assim, mesmo.
    § Hoje pensei longe e já desenhei o possível futuro logo do meu possível futuro contratante. Também estou empolgada.
    § Hoje tenho trabalho da facul para entregar, e nem sei do que se trata, direito. Meleca.
    § Meu carro quebrou. Tenho que levar pra consertar, ainda hoje. Gódêmi.
    § Balanço do dia até agora: 13 horas e tudo bem, nem sinal dos casacas vermelhas.

    O que é que eu posso fazer se minha mente está girando em falso nessas coisas, e eu não consigo criar textos para os senhores e senhoras? Amanhã eu escrevo direito.



    Dalí, L'alchimie des philosophes.

    25/02/2003

    Eu vi Manolo González
    E Pepe Luís, de Sevilha:
    precisão doce de flor,
    graciosa, porém precisa.

    Vi também Julio Aparíciode
    Madrid, como Parrita:
    ciência fácil de flor,
    espontânea, porém estrita.

    Vi Miguel Báez, Litri,
    dos confins da Andaluzia,
    que cultiva uma outra flor:
    angustiosa de explosiva.

    E também Antonio Ordoñez,
    que cultiva flor antiga:
    perfume de renda velha,
    de flor em livro dormida.

    Mas eu vi Manuel Rodríguez,
    Manolete, o mais deserto,
    o toureiro mais agudo,
    mais mineral e desperto.

    o de nervos de madeira,
    de punhos secos de fibra,
    o de figura de lenha,
    lenha seca de caatinga,

    o que melhor calculava
    o fluido aceiro da vida,
    o que com mais precisão
    roçava a morte em sua fímbria,

    o que à tragédia deu número,
    à vertigem, geometria,
    decimais à emoção,
    e ao susto, peso e medida,

    sim, eu vi Manuel Rodríguez,
    Manolete, o mais asceta,
    não só cultivar sua flor
    mas demonstrar aos poetas

    como domar a explosão
    com mão serena e contida,
    sem deixar que se derrame
    a flor que traz escondida,

    e como, então, trabalhá-la
    com mão certa, pouca e extrema:
    sem perfumar sua flor,
    sem poetizar o poema.

    João Cabral de Melo Neto, Alguns Toureiros.




    Dalí, Le Tourero Hallucinogene.

    24/02/2003

    E se tu quiser falar com Deus

    Viu,
    se esse nego existir,
    se o senhor encontrar,
    se for mesmo de ver,
    se tu puder me chamar
    me chama.

    Quero espancar um pouco também.


    21/02/2003

    Contagem regressiva para o enterramento da cabeça na areia:
    10
    9
    8
    7
    ...



    Dalí, Les Elephants


    Quero ver o céu cor-de-rosa - vermelho - laranja.

    20/02/2003

    Chuva & bolinhos de pensamento

    § Cadê meu poste de dar com a testa?

    § É o tal negócio. Às vezes você mergulha na sua lagoa interior e passa a não ouvir o que os outros estão conversando, alegremente, à sua volta. E daí você entra naquela de achar que o que está bom é na verdade, uma merda. E cai na armadilha do 'já era', e fica remoendo porquês, e repassando cenas passadas na cabeça, e recriando a montagem , com a maneira que poderia ter sido, mas não foi, porque você escolheu outro caminho. E acha que poderia estar tudo melhor. E assim se faz um bolinho.

    § Meu sobrenome é indecisão - Cristiane Indecisão da Silva Sauro.


    17/02/2003

    Pensamentos & bolinhos de chuva

    § Ó só o acúmulo de cúmulo-nimbus que despenca em Campinas! Vai chover assim lá no raio que o parta!

    § A calçadinha que bordeia o jardim virou um ribeirão caudaloso. Minha escada agora é uma cascatinha nervoza. E tudo o que posso fazer é dizer adeuzinho à areia dos pedreiros, que já se afogou e foi parar lá no pé de lixia...

    § É... minha casa ESTAVA em obras. Agora, só resta um lago e um pedreiro escondido, com medo de raio, lá no quartinho de costura da dona minha mãe, enquanto a mesma xinga, mandando o pobre correr atrás da areia...

    § Vou ter de dizer adeus, também, às árvores deste lindo jardim. Tenho que arrumar madeira pra construir minha jangadinha. De que outra forma chego à faculdade hoje?

    § AVEEE! Meu counter já passou dos 6000 acessos e eu nem vi!?

    16/02/2003

    Para amenizar meu ódeo mortal desta droga de Haloscan, meu querido poeta, o caríssimo ordenhador de inspirações, venerável Majarti, decidiu azeitar minha glia e amaciar este humirde bloguinho com este poema:

    . . . . . . . . . . . . . . Surrealismo dos Atos . . . . . . . . . . . . . .

    . . . . . . . . . . . . . . No canto irreal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
    . . . . . . . . . . . . . . Alice inventa alicerces . . . . . . . . . . . . . . . .
    . . . . . . . . . . . . . . patamares sem fundamento . . . . . . . . . . .
    . . . . . . . . . . . . . . ceticismos pirrônicos . . . . . . . . . . . . . . . . .
    . . . . . . . . . . . . . . anarquias religiosas . . . . . . . . . . . . . . . . . .
    . . . . . . . . . . . . . . fevereiros a anunciar . . . . . . . . . . . . . . . . .
    . . . . . . . . . . . . . . marços agnósticos . . . . . . . . . . . . . . . . . .
    . . . . . . . . . . . . . . lebres de inverno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
    . . . . . . . . . . . . . . gatos e chapeleiros . . . . . . . . . . . . . . . . . .
    . . . . . . . . . . . . . . quatro naipes crispados . . . . . . . . . . . . . . .
    . . . . . . . . . . . . . . de Cris reencarnados. . . . . . . . . . . . . . . . .

    . . . . . . . . . . . . . . Canto irreal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
    . . . . . . . . . . . . . . nos alicerces d’Alice . . . . . . . . . . . . . . . . .
    . . . . . . . . . . . . . . fundamentos sem patamares . . . . . . . . . .
    . . . . . . . . . . . . . . acometimentos platônicos . . . . . . . . . . . . .
    . . . . . . . . . . . . . . crenças prestigiosas . . . . . . . . . . . . . . . . .
    . . . . . . . . . . . . . . avivando marços . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
    . . . . . . . . . . . . . . em fevereiros sórdidos . . . . . . . . . . . . . . .
    . . . . . . . . . . . . . . infernos de lebres . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
    . . . . . . . . . . . . . . chapeis para gatos . . . . . . . . . . . . . . . . . .
    . . . . . . . . . . . . . . e a Cris dos Quatro Naipes . . . . . . . . . . . .
    . . . . . . . . . . . . . . guarda um reinado encantado.
    . . . . . . . . . .

    Não caibo em mi, nem em si, nem em lá, nem em sol. É a alegria retumbante e seu pararatimbum-bum-bum.

    14/02/2003

    NÓ TÍCIAS DA NOITE


    (trilha sonota de Frank Sinatra:

    Flyyy me to de moooooon, and let me staaay among the staaaars...)


    Love is in the air

    Ei! Ontem minha Weather Pixie ficou o dia todo fora do ar. Já estava achando estranha esta atitude dela... Agora, ela voltou apaixonada! Reparem nos coraçõezinhos voando...! Isso pode vir a calhar: se minha mulherzinha do tempo está amando, passará mais tempo olhando para o céu. Não duvidem dela, portanto. Se ela diz que em Campinas chove, é porque chove.
    Agora, se algum dentre vocês, leitores deste humirde bloguinho, souber o que acontece com a pobre, por favor, conte para nós.



    Oh, dilema

    Estou numa saia justa. Por um lado, convites de balada.
    Por outro, minhas maravilhosas latas de Sopa Campbell, mancomunadas com a chuva, tentando me manter no aconchego do lar. Belas, clássicas, nos deliciosos sabores Tomate, Vegetais e Cogumelo - este úlimo, uma sugestão de meu caríssimo pocket philosopher, que também dá consultorias gastronômicas.



    (Andy Warhol - Campbell's Soup. Cans, MOMA)


    Classificados: teletransporte, love for sale e muito mais

    Teletransporte - Saiba tudo sobre os avanços nas pesquisas desta maravilha enquanto toma um chá com don'Andrea. Chá, física quântica e chit chating.

    Luz del Fuego - Majarti vai surtando e pegando fogo, pegando fogo e surtando... Se isso não for uma bela poesia, meu nome não será mais Eustácia. Aproveitem e leiam os classificados nos comments. Eu já dei meu lance. It's the love for sale.

    Love Cats! - Chega de pagar o pato por conta das neuroses humanas. Certo? Lá no Causa Felina estão todos de acordo. Quer um filhotzinho? Clique : http://www.sosgatinhos.com.br/



    Entre dois amores - Ele teima em não apresentar os amiguinhos dele pra gente, mas que ele tem amiguinhos, ele tem. Acho que estes dois das fotos são os mais bonitos que já vi. Apresenta, vai, tio Avery!

    Queridinho de Itabira - Drummond deita, rola e pinta o sete no sítio da Senhorita H. . Eu vou lá e me acabo.

    Ele é Gente que responde, oh yes! - Tenho sido muito injusta com o tio Carpe. Andei falando que ele é anti social, e que nem lê as mensagens que as gentes mandam no E-mail dele. Ele me deu uma lição ou duas, paguei a língua, temperei e zá botei pra assar! E vejam: ele está livre, leve e solto, pessoas! Essa noite promete, heim?

    Só bafão! - Na Irmandade AFF. Mundinho à parte, só risada, subida nas tamancas e babado forte!

    Ti âmu, nê? - Sabe falar japonês? E em GÍRIA? Não é bafo não, Jeuzinha desvenda o país do sol nascente para você. Tirem os sapatos e vão entrando, que lá todos são bem recebidos.

    Por hoje é só. Num oferecimento de Sopas Campbell.


    11/02/2003

    Da infância e seus detalhezinhos: pequenos tópicos de alembramento III

    § Eis que tardo mas não falho: desvendado o mistério do céu vermelho!
    Qual céu vermelho?
    Aquele do qual falei no post do dia 29 de janeiro, ora bolas.
    Aquele em que você, leitor fiel, pediu desesperadamente para que o poupasse da tortura da dúvida, clamando por fim-de-história.
    Bah, leitor ingrato, tu não fizeste nada disso. Leste o post e foste, logo em seguida, chupar um picolé (esse tempo verbal é ó-ti-mo para fazer drama)...
    Mas mesmo com este seu desdém todo, resolvi pensar nos meus leitores mudos, os voyeurs de verdade, que só lêem e não comentam (shame on you, leitores mudos, deveriam dar, sempre, seu parecer), que devem estar se retorcendo de curiosidade até hoje. Sem dormir, inclusive. Devem ter arrancado a pele do rosto, já, de tanto pensar no caso do céu vermelho. Bom, este post vai para você, leitor curioso.

    (Só pra ispizinhá, vou contar a história outra hora. Quero evitar a fadiga...)

    (Continuando)

    O céu ficou vermelho. Inteirinho. Mas não era aquele vermelhinho desmaiado, de tons irisáticos de ocaso, não. Eram apenas 4 horas e céu ficou vermelho batom. O céu, e as roupas que estavam no varal.
    Até aqui vocês sabiam.
    Agora, a história completa, explicada pela dona minha mãe.
    Não nos lembramos em que mês, nem em que ano, exatamente. Era um dia comum de sol, desses bonitos de verdade. Inclusive, o céu estava azul, sem uma nuvinha pra contar história.
    Quando deu 4 horas da tarde, o céu começou a escurecer. Foi ficando escuro, escuro, escuro... Até que parecia quase noite. Minha mãe achou que estivesse acontecendo um eclípse, ou que fosse cair a maior tempestade da paróquia. Ou que o mundo estivesse acabando. Saiu correndo para o quintal para ver o céu, estranhamente escuro. E reparou que ele não só estava escuro, como num tom avermelhado. Deduziu que fosse o fim do mundo, e correu para a rua, para ver o movimento das pessoas que, como ela, deveriam estar em pânico. E estavam mesmo. Às quatro horas da tarde, em um bairro popular, apenas existem donas de casa, crianças e, no máximo, um carteiro. Todo este povo estava do lado de fora das casas, olhando para cima, correndo para a calçada da visinha mais próxima, para perguntar se alguém sabia o que aconteceu com a tarde.
    De repente, não mais que de repente (ótima fórmula para criar expectativa, esta daqui, também), começou a ventar. E a escuridão começou a passar para as bandas de Itatiba. Mas o céu não estava mais azul, e sim num luminoso tom de vermelho-batom-da-Marilin. Daí que a mulerada parou para olhar. E quase na mesma hora, as visinhas repararam que elas mesmas começavam a ficar vermelhas! Umas começaram a passar mal, teve outra que começou a gritar socorro. As mais espertas correram para dentro, para seus varais. Foi o que a dona minha mãe fez. Saiu em disparada - talvez, a mando de seu sistema nervoso simpático - já adivinhando que, se tudo mais estava ficando vermelho na rua, seus lençóis também estavam.
    Enquanto isso, no meu quarto, acordava eu de meu sono infantil de beleza. Sentindo aquele cheirinho de pré chuva no ar. Ótimo, adoro chuva. Quanto mais pesada, melhor. Adorava ver minha mãe se esconder de medo dos raios em baixo da mesa, era divertidérrimo. Saí saltitante pela casa, cheguei na cozinha, pulei até a porta do quintal e dei de cara com aquilo. O resto vocês ja sabem: minha mãe chingando as ex-roupas limpas.
    Mas o que aconteceu?
    Simples (mas não para a cabecinha de uma micro-loira em faze de tomar mingau): uma das grandes estradas de Campinas (a dona minha mãe não lembra se a D. Pedro ou a Anhamguera) estava em reformas enormes. E a terra das reformas era vermelha. E bateu a maior ventania de todos dos tempos na terra vermelha. E o poeirão foi para o alto e avante, na direção reforma-da-pista - Itatiba, passando pelo meu quintal.

    P.S.: A poeira, misturada à umidade natural do ar, fica com cheiro de antes-de-chuva, o que explicava minha alegria.

    09/02/2003

    Chega de Alice, néam? Néam.