Dizem II
" Chirac está contra a administração americana ou britânica no Iraque.
O Presidente francês afirmou hoje em Bruxelas que Paris não aceitará uma resolução das Nações Unidas que confie a administração do Iraque aos Estados Unidos e à Grã-Bretanha no fim da guerra. Jacques Chirac disse ainda que Washington e Londres saíram da legalidade internacional ao partirem para esta guerra contra o Iraque sem o aval da ONU.
Para o chefe de Estado gaulês, que falou depois à margem do Conselho Europeu que hoje termina em Bruxelas, aceitar uma nova resolução das Nações Unidas sobre o futuro do Iraque seria concordar implicitamente com a acção militar dos EUA e do Reino Unido.
Respondendo aos jornalistas numa conferência de imprensa, o Presidente francês afirmou que, seja qual for o desfecho desta guerra, será preciso reconstruir o Iraque e isso só pode competir a uma instância: à ONU e não à União Europeia. "Estamos a atravessar um momento trágico e fomos postos à prova", sublinhou. "
(notícia do Público.pt)
21/03/2003
20/03/2003
Dizem
"Isn’t strange what’s going on?
Despite that the coalition of evil has seal all the successful peaceful and diplomatic endeavouers, but, still, the peoples of USA, Britain and Spain refuse totally the tomfoolery walk of their governments. We are about to face a barbarian aggression on our honour, values, land and sovereignty…that is true, but there are many factors which give us an advantage that our enemy does not have which is our success in foiling US, British and Spanish attempts to dress their aggression in the mantle of the International Community, besides, that our case has open our eyes on the attitudes of important states in the world, such as France, Germany, and Belgium, making them acquainted with the peril of the American unilateralism in controlling world peoples fate, resource and their future which subject today to the most diabolic plans. The failure that US has suffer in lacking the international cover consider a big advance, but is it enough to stop the angry bull?. The answer is no for the Bush “the little” that pushed by his tomfoolery and black malice that supported by Blair and Spanish Prime Minister by no attention to the International Organization because, for them, it’s mere a tool under their hands …if it works, then it’s OK, if it not they abandon it. Thus what is required from other states in the Security Council is to have a censure post concerning this matter, secondly, to hinder aggression on Iraq it’s not enough to condemn or to protest in stead, to do the best in every possible means because these states have breached laws and the resolutions of the International Legacy. The pitiful and, shameful at the same time, thing here is that the weaknesses in the attitude of the UN Security General Kofi Annan who has go beyond the limits by pulling the UN humanitarian officials and workers in the Understanding Memorandum(Oil for Food) for nothing but implementing what his masters ordered. Is not strange for Security General to behave in opposite with UN work and goals… Is not also strange for Security General to pull all these people at a time in need of them more than any before. I wonder, what the explanation of Mr. Kofi Annan will be? What rises laugh is that Mr. Kofi Annan hears and see from the US administration what rises sarcastic and condemnation when they openly declare that they want to invade Iraq no more no less!!"
(texto de Dr. Abdul-Razzaq M. Al-Dulaimi)
"Isn’t strange what’s going on?
Despite that the coalition of evil has seal all the successful peaceful and diplomatic endeavouers, but, still, the peoples of USA, Britain and Spain refuse totally the tomfoolery walk of their governments. We are about to face a barbarian aggression on our honour, values, land and sovereignty…that is true, but there are many factors which give us an advantage that our enemy does not have which is our success in foiling US, British and Spanish attempts to dress their aggression in the mantle of the International Community, besides, that our case has open our eyes on the attitudes of important states in the world, such as France, Germany, and Belgium, making them acquainted with the peril of the American unilateralism in controlling world peoples fate, resource and their future which subject today to the most diabolic plans. The failure that US has suffer in lacking the international cover consider a big advance, but is it enough to stop the angry bull?. The answer is no for the Bush “the little” that pushed by his tomfoolery and black malice that supported by Blair and Spanish Prime Minister by no attention to the International Organization because, for them, it’s mere a tool under their hands …if it works, then it’s OK, if it not they abandon it. Thus what is required from other states in the Security Council is to have a censure post concerning this matter, secondly, to hinder aggression on Iraq it’s not enough to condemn or to protest in stead, to do the best in every possible means because these states have breached laws and the resolutions of the International Legacy. The pitiful and, shameful at the same time, thing here is that the weaknesses in the attitude of the UN Security General Kofi Annan who has go beyond the limits by pulling the UN humanitarian officials and workers in the Understanding Memorandum(Oil for Food) for nothing but implementing what his masters ordered. Is not strange for Security General to behave in opposite with UN work and goals… Is not also strange for Security General to pull all these people at a time in need of them more than any before. I wonder, what the explanation of Mr. Kofi Annan will be? What rises laugh is that Mr. Kofi Annan hears and see from the US administration what rises sarcastic and condemnation when they openly declare that they want to invade Iraq no more no less!!"
(texto de Dr. Abdul-Razzaq M. Al-Dulaimi)
Linkaram o mundo da lebre:
Um Dia Gnóstico, do nhô Carlos Saraiva;
Decifra-me, do dona Dulce;
Mermaid On Line, da Mermaid;
Gradicida, gradicida, gradicida.
Gradicida, gradicida, gradicida.
19/03/2003

BOM PARA:
(*Nota (débil)Mental: 'Senhor' é o cachorro quidicasa, que come as planta da horta tudo. Todas as planta, menos a Poderosa Arruda de Olabáuti.)
16/03/2003
SUPER-PÍLULA
Nada mais gratificante do que ter seu suor transformado em resultado. Três vivas ao cabernet sauvignon. Dez vivas à inspiração e à força de vontade. Cem vivas aos meus ajudantes e palpiteiros de dentro do computadôi. Bebemoraremos algum dia desses. A todos meu mais sincero 'Obrigada'!

Dave (www.davegraphics.com)
Nada mais gratificante do que ter seu suor transformado em resultado. Três vivas ao cabernet sauvignon. Dez vivas à inspiração e à força de vontade. Cem vivas aos meus ajudantes e palpiteiros de dentro do computadôi. Bebemoraremos algum dia desses. A todos meu mais sincero 'Obrigada'!

15/03/2003
Momento 'Noite de Sábado All-U-can-do Your Job'
Me, myself and I, sentadas na frente do computador, cada qual com sua taça de cabernet sauvignon. Trialogando, lembrando como é monótona a solitude do trabalho-em-tempo-integral, enquanto os outros saem poraí, encontram diversão e pessoas bacanas pelo mundo afora.
Mas nós não. Não senhor. Nós estamos aqui, esfregando a cabeça no monitor, coreldrawiando, criação, criação, criação... atéééé quase ficarmos loucas. Mas nós não ficamos. Só o necessário para vivermos bem e trabalharmos de acordo. Paramos, de vez em quando, para prosear com um e outro que aparecem do lado de dentro do computadôi. E para escrever no blog.
E irmos ao toilete.
E para ficarmos coçando um dos joelhos, que fica contorcionisticamente colocado em cima da mesa.
Mais nada. O resto é concentração.
Mesmo que concentração nos gifs das páginas abertas da net, que pupulam graciosamente, num balé coloridzenho.
Ou concentração na lagartixa que acaba de atravesar, de fora a fora, a parede onde se apoia a mesa do PC. Sim, bonita lagartixa. Não é pálida demais, tem uma certa corzinha. Não é uma qualquer.
Mas enfim, é com isso que passo minha noite de sábado: minha múltipla personalidade, pessoas de dentro do computadôi, gifs, jpgs e uma lagartixa. Que decadência. Gostaria de estar lá fora, conhecendo gentes bacanas.
O celular é um artigo de suma importância na vida dos publicitários-criadores-de-tempo-integral. Ele disfarça a solidão dos escritórios pequenos com papinhos intermináveis. O único problema é que, nas noites de sábado, é quase impossível encontrar algum amigo(a) que não esteja correndo livremente pelas ruas do mundo, ou em live chit-chatings de mesa em barzinhos aconchegantes, ou suando em muvucadas pistas de dança de boates-escândalo. Por isso, dorme em paz meu telefoninho.
Que foi? Achou este post sem graça? Poisé. Vai vendo.
Meu reino por um baldão de manditas e um modóvar...
Me, myself and I, sentadas na frente do computador, cada qual com sua taça de cabernet sauvignon. Trialogando, lembrando como é monótona a solitude do trabalho-em-tempo-integral, enquanto os outros saem poraí, encontram diversão e pessoas bacanas pelo mundo afora.
Mas nós não. Não senhor. Nós estamos aqui, esfregando a cabeça no monitor, coreldrawiando, criação, criação, criação... atéééé quase ficarmos loucas. Mas nós não ficamos. Só o necessário para vivermos bem e trabalharmos de acordo. Paramos, de vez em quando, para prosear com um e outro que aparecem do lado de dentro do computadôi. E para escrever no blog.
E irmos ao toilete.
E para ficarmos coçando um dos joelhos, que fica contorcionisticamente colocado em cima da mesa.
Mais nada. O resto é concentração.
Mesmo que concentração nos gifs das páginas abertas da net, que pupulam graciosamente, num balé coloridzenho.
Ou concentração na lagartixa que acaba de atravesar, de fora a fora, a parede onde se apoia a mesa do PC. Sim, bonita lagartixa. Não é pálida demais, tem uma certa corzinha. Não é uma qualquer.
Mas enfim, é com isso que passo minha noite de sábado: minha múltipla personalidade, pessoas de dentro do computadôi, gifs, jpgs e uma lagartixa. Que decadência. Gostaria de estar lá fora, conhecendo gentes bacanas.
O celular é um artigo de suma importância na vida dos publicitários-criadores-de-tempo-integral. Ele disfarça a solidão dos escritórios pequenos com papinhos intermináveis. O único problema é que, nas noites de sábado, é quase impossível encontrar algum amigo(a) que não esteja correndo livremente pelas ruas do mundo, ou em live chit-chatings de mesa em barzinhos aconchegantes, ou suando em muvucadas pistas de dança de boates-escândalo. Por isso, dorme em paz meu telefoninho.
Que foi? Achou este post sem graça? Poisé. Vai vendo.
Meu reino por um baldão de manditas e um modóvar...
12/03/2003
- Napoleão, Hitler, Bush;
digam sem culpa nenguma:
porque nem todo ariano
é Ariano Suassuna?

Roubado a contento daqui.
11/03/2003
Dica de Leitura:

S U R R E A L I S M O
SÉRIE MOVIMENTOS DA ARTE MODERNA
FIONA BRADLEY
(Tradução: Sérgio Alcides)
Clara e informativamente, Fiona Bradley, curadora da Tate Gallery, passa em revista o surrealismo, surgido em torno de 1920, em Paris. Liderados por André Breton, um grupo de poetas adota a "escrita automática" como procedimento artístico. Em pouco tempo, suas imagens oníricas migrariam para o cinema, a pintura e a fotografia, dando origem às criações geniais de Luis Buñuel, Max Ernst, René Magritte e Joan Miró, entre outros.

S U R R E A L I S M O
SÉRIE MOVIMENTOS DA ARTE MODERNA
FIONA BRADLEY
(Tradução: Sérgio Alcides)
Clara e informativamente, Fiona Bradley, curadora da Tate Gallery, passa em revista o surrealismo, surgido em torno de 1920, em Paris. Liderados por André Breton, um grupo de poetas adota a "escrita automática" como procedimento artístico. Em pouco tempo, suas imagens oníricas migrariam para o cinema, a pintura e a fotografia, dando origem às criações geniais de Luis Buñuel, Max Ernst, René Magritte e Joan Miró, entre outros.
10/03/2003
Bad Brain Day
Dia de chuva, sabe como é, dá aquela preguiça.
Você reúne todos os membros do corpo, em reunião extraordinária, e ordena:
- Vamos lá, nossa meta é acordar e tomar o dejejum. Braços: levantem esse corpo. Costas: sustentem! Pernas: vão para a cozinha. Mãos, façam alguma coisa: segurem os talheres, levem o alimento à boca! Boca: não fique lá parada! Mastigue! NÃO, BARRIGA, NÃO! NÃO MANDEI VIRAR DE BRUÇOS! LEVANTEM DESSA CAMA! AAAAAAHG!
É aí que você se dá conta de que nem o sistema nervoso simpático - aquele que, normalmente, faz a galera se mexer - nem ele obedece. Seria um dia perdido, se a culpa (ela, porque a força de vontade simplesmente dormiu com algodões nos ouvidos) não puxasse os vagabundos pelos cabelos.
Poiséam.
Agora, imaginem esta pobre escritora de araque tendo de descer dois lances de escada para conseguir se amontuar frente ao seu PC - travado - e tentando escrever seu post diário (hohoho! 'Diário', ela diz...! Que piada...).
C'est ne pas possible.

Dia de chuva, sabe como é, dá aquela preguiça.
Você reúne todos os membros do corpo, em reunião extraordinária, e ordena:
- Vamos lá, nossa meta é acordar e tomar o dejejum. Braços: levantem esse corpo. Costas: sustentem! Pernas: vão para a cozinha. Mãos, façam alguma coisa: segurem os talheres, levem o alimento à boca! Boca: não fique lá parada! Mastigue! NÃO, BARRIGA, NÃO! NÃO MANDEI VIRAR DE BRUÇOS! LEVANTEM DESSA CAMA! AAAAAAHG!
É aí que você se dá conta de que nem o sistema nervoso simpático - aquele que, normalmente, faz a galera se mexer - nem ele obedece. Seria um dia perdido, se a culpa (ela, porque a força de vontade simplesmente dormiu com algodões nos ouvidos) não puxasse os vagabundos pelos cabelos.
Poiséam.
Agora, imaginem esta pobre escritora de araque tendo de descer dois lances de escada para conseguir se amontuar frente ao seu PC - travado - e tentando escrever seu post diário (hohoho! 'Diário', ela diz...! Que piada...).
C'est ne pas possible.
08/03/2003
Bem, público legente, companheiros e amiguinhas, aqui me tendes de regresso! Mais torrada que pão de fôrma em torradeira enguiçada, mais sêca e esturricada que minhoca que dorme no cimento. Não pensem em mim como uma Vênus maravilhosa, saída do mar com um belíssimo Miami tan, não
(imagina, que pretensão a minha, cogitar que algum dentre vocês pensaria isso dessa veeeelha lebre do mar). Há algo de peculiar na minha cor, depois da exposição de minha branca cútis por vastos 6 dias de sol escaldante. Imaginem que, depois dessa maratona de luz e calor, eu fiquei com:
§ rosto, ombros, colo e braços vermelhos-incêndio-no-barraco;
§ barriga morena com considerável quantidade de manchas brancas, tal e qual um dálmata no negativo;
§ coxas marrom-globeleza;
§ pernas brancas-lesma-cega-da-caverna.
Formaram a imagem mental? Pois é exatamente o que vocês pensaram, caros leitores: virei um orix africano!

Tudo bem, os chifres eu não tenho. Mas que pareço, pareço. E além desta exótica tonalidade, fiquei de quebra 2 dias andando toda dura, para não arder nas partes assadas (uns 80% do todo, eu diria) o que me fez parecer, mais uma vez, com algo do mesmo continente.
E o carnaval, heim? Um tal de "eguinha pocotó" infinito, perpetuamente tocada nas ruas da beira-mar, uma coisa de louco. Como boa literata de araque anti-social, decidi fugir das noitadas e afundei no oceano, nadando para longe do burburinho como um salmão apressado que pede licensa aos ursos. Enquanto a macacada pulava nas ruas, eu aproveitava para evitar a fadiga, descansar, e descascar como uma banana.
E assim foi meu feriadão de carnaval. Não pensem que não me diverti - não é isso. Acontece que nós, os orix africanos, temos nosso próprio jeito de achar graça nas coisinhas da vida. Além de adorarmos jogar areia nas costas, com as patas.
Novos Moradores
§ Blogando Pessoa, para conhecer a obra (algum dia, 'completa') do poeta;
§ Calendário do Pensamento, que dá vontade de meter no bolso e sair assoviando, como quem não quer nada (foi o que eu fiz, aqui...);
§ Eu Na India: a-do-rei. Mais um blog que descreve um outro estilo de vida neste mundão.
§ Eu Quero Ser Cora Rónai, da dona Olabáuti, que eu gosto muito, porque ela passa um café que é uma diliça e só fala coisas importante, que crescenta coisas boa nas gentes e que nobressem a arma, além do fato de ajudar todo mundo a exercitá os músclo facial, quiném os risório e os zigomático. Diretamente de Ouricuri.
§ Blogando Pessoa, para conhecer a obra (algum dia, 'completa') do poeta;
§ Calendário do Pensamento, que dá vontade de meter no bolso e sair assoviando, como quem não quer nada (foi o que eu fiz, aqui...);
§ Eu Na India: a-do-rei. Mais um blog que descreve um outro estilo de vida neste mundão.
§ Eu Quero Ser Cora Rónai, da dona Olabáuti, que eu gosto muito, porque ela passa um café que é uma diliça e só fala coisas importante, que crescenta coisas boa nas gentes e que nobressem a arma, além do fato de ajudar todo mundo a exercitá os músclo facial, quiném os risório e os zigomático. Diretamente de Ouricuri.
28/02/2003
beba.........................coca.........................cola
babe.........................................................cola
beba.........................coca...............................
babe.........................cola.........................caco
caco................................................................
cola.................................................................
......................................................c . l . o . a . c . a
Décio Pignatari, Cloaca

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babe.........................cola.........................caco
caco................................................................
cola.................................................................
......................................................c . l . o . a . c . a
Décio Pignatari, Cloaca

Dalí, Poesi d'Amerique
27/02/2003
a t u a l i z a ç õ e s
§ Ontem eu assisti, pela 2ª vez, The Lord Of The Rings - The Two Towers no cinema. E o Legolas continuava imortal, e o Frodo continuava olhudzinho, e o Aragorn continuava metidão.
§ Ontem eu comi camarões grandes fritos no alho & óleo. De sobremeza, um pastel português com recheio de creme de ovos. Ô, diliça.
§ Ontem foi resolvido o problema com meu possível futuro contratante. Ô, trem bão.
§ Ontem eu IA me enfiar numa sala cheia de gente estranha, com um palestrante chato que fala um assunto que já sei de cor e salteado. Ao invés disso, encontrei o el pocket philosopher, para comemorar o período de fartura de bom-humor.
§ Hoje acordei com dor de cabeça - decerto por ela estar inundada de boas idéias para meu possível futuro contratante.
§ Hoje, meu possível futuro contratante está empolgado com nossa possível futura parceria, mas ainda está tentando furar meus olhos. Normal. Todo possível futuro contratante é assim, mesmo.
§ Hoje pensei longe e já desenhei o possível futuro logo do meu possível futuro contratante. Também estou empolgada.
§ Hoje tenho trabalho da facul para entregar, e nem sei do que se trata, direito. Meleca.
§ Meu carro quebrou. Tenho que levar pra consertar, ainda hoje. Gódêmi.
§ Balanço do dia até agora: 13 horas e tudo bem, nem sinal dos casacas vermelhas.
O que é que eu posso fazer se minha mente está girando em falso nessas coisas, e eu não consigo criar textos para os senhores e senhoras? Amanhã eu escrevo direito.

Dalí, L'alchimie des philosophes.
§ Ontem eu assisti, pela 2ª vez, The Lord Of The Rings - The Two Towers no cinema. E o Legolas continuava imortal, e o Frodo continuava olhudzinho, e o Aragorn continuava metidão.
§ Ontem eu comi camarões grandes fritos no alho & óleo. De sobremeza, um pastel português com recheio de creme de ovos. Ô, diliça.
§ Ontem foi resolvido o problema com meu possível futuro contratante. Ô, trem bão.
§ Ontem eu IA me enfiar numa sala cheia de gente estranha, com um palestrante chato que fala um assunto que já sei de cor e salteado. Ao invés disso, encontrei o el pocket philosopher, para comemorar o período de fartura de bom-humor.
§ Hoje acordei com dor de cabeça - decerto por ela estar inundada de boas idéias para meu possível futuro contratante.
§ Hoje, meu possível futuro contratante está empolgado com nossa possível futura parceria, mas ainda está tentando furar meus olhos. Normal. Todo possível futuro contratante é assim, mesmo.
§ Hoje pensei longe e já desenhei o possível futuro logo do meu possível futuro contratante. Também estou empolgada.
§ Hoje tenho trabalho da facul para entregar, e nem sei do que se trata, direito. Meleca.
§ Meu carro quebrou. Tenho que levar pra consertar, ainda hoje. Gódêmi.
§ Balanço do dia até agora: 13 horas e tudo bem, nem sinal dos casacas vermelhas.
O que é que eu posso fazer se minha mente está girando em falso nessas coisas, e eu não consigo criar textos para os senhores e senhoras? Amanhã eu escrevo direito.
Dalí, L'alchimie des philosophes.
25/02/2003
Eu vi Manolo González
E Pepe Luís, de Sevilha:
precisão doce de flor,
graciosa, porém precisa.
Vi também Julio Aparíciode
Madrid, como Parrita:
ciência fácil de flor,
espontânea, porém estrita.
Vi Miguel Báez, Litri,
dos confins da Andaluzia,
que cultiva uma outra flor:
angustiosa de explosiva.
E também Antonio Ordoñez,
que cultiva flor antiga:
perfume de renda velha,
de flor em livro dormida.
Mas eu vi Manuel Rodríguez,
Manolete, o mais deserto,
o toureiro mais agudo,
mais mineral e desperto.
o de nervos de madeira,
de punhos secos de fibra,
o de figura de lenha,
lenha seca de caatinga,
o que melhor calculava
o fluido aceiro da vida,
o que com mais precisão
roçava a morte em sua fímbria,
o que à tragédia deu número,
à vertigem, geometria,
decimais à emoção,
e ao susto, peso e medida,
sim, eu vi Manuel Rodríguez,
Manolete, o mais asceta,
não só cultivar sua flor
mas demonstrar aos poetas
como domar a explosão
com mão serena e contida,
sem deixar que se derrame
a flor que traz escondida,
e como, então, trabalhá-la
com mão certa, pouca e extrema:
sem perfumar sua flor,
sem poetizar o poema.
João Cabral de Melo Neto, Alguns Toureiros.

E Pepe Luís, de Sevilha:
precisão doce de flor,
graciosa, porém precisa.
Vi também Julio Aparíciode
Madrid, como Parrita:
ciência fácil de flor,
espontânea, porém estrita.
Vi Miguel Báez, Litri,
dos confins da Andaluzia,
que cultiva uma outra flor:
angustiosa de explosiva.
E também Antonio Ordoñez,
que cultiva flor antiga:
perfume de renda velha,
de flor em livro dormida.
Mas eu vi Manuel Rodríguez,
Manolete, o mais deserto,
o toureiro mais agudo,
mais mineral e desperto.
o de nervos de madeira,
de punhos secos de fibra,
o de figura de lenha,
lenha seca de caatinga,
o que melhor calculava
o fluido aceiro da vida,
o que com mais precisão
roçava a morte em sua fímbria,
o que à tragédia deu número,
à vertigem, geometria,
decimais à emoção,
e ao susto, peso e medida,
sim, eu vi Manuel Rodríguez,
Manolete, o mais asceta,
não só cultivar sua flor
mas demonstrar aos poetas
como domar a explosão
com mão serena e contida,
sem deixar que se derrame
a flor que traz escondida,
e como, então, trabalhá-la
com mão certa, pouca e extrema:
sem perfumar sua flor,
sem poetizar o poema.
João Cabral de Melo Neto, Alguns Toureiros.

Dalí, Le Tourero Hallucinogene.
24/02/2003
21/02/2003
20/02/2003
Chuva & bolinhos de pensamento
§ Cadê meu poste de dar com a testa?
§ É o tal negócio. Às vezes você mergulha na sua lagoa interior e passa a não ouvir o que os outros estão conversando, alegremente, à sua volta. E daí você entra naquela de achar que o que está bom é na verdade, uma merda. E cai na armadilha do 'já era', e fica remoendo porquês, e repassando cenas passadas na cabeça, e recriando a montagem , com a maneira que poderia ter sido, mas não foi, porque você escolheu outro caminho. E acha que poderia estar tudo melhor. E assim se faz um bolinho.
§ Meu sobrenome é indecisão - Cristiane Indecisão da Silva Sauro.
§ Cadê meu poste de dar com a testa?
§ É o tal negócio. Às vezes você mergulha na sua lagoa interior e passa a não ouvir o que os outros estão conversando, alegremente, à sua volta. E daí você entra naquela de achar que o que está bom é na verdade, uma merda. E cai na armadilha do 'já era', e fica remoendo porquês, e repassando cenas passadas na cabeça, e recriando a montagem , com a maneira que poderia ter sido, mas não foi, porque você escolheu outro caminho. E acha que poderia estar tudo melhor. E assim se faz um bolinho.
§ Meu sobrenome é indecisão - Cristiane Indecisão da Silva Sauro.
17/02/2003
Pensamentos & bolinhos de chuva
§ Ó só o acúmulo de cúmulo-nimbus que despenca em Campinas! Vai chover assim lá no raio que o parta!
§ A calçadinha que bordeia o jardim virou um ribeirão caudaloso. Minha escada agora é uma cascatinha nervoza. E tudo o que posso fazer é dizer adeuzinho à areia dos pedreiros, que já se afogou e foi parar lá no pé de lixia...
§ É... minha casa ESTAVA em obras. Agora, só resta um lago e um pedreiro escondido, com medo de raio, lá no quartinho de costura da dona minha mãe, enquanto a mesma xinga, mandando o pobre correr atrás da areia...
§ Vou ter de dizer adeus, também, às árvores deste lindo jardim. Tenho que arrumar madeira pra construir minha jangadinha. De que outra forma chego à faculdade hoje?
§ AVEEE! Meu counter já passou dos 6000 acessos e eu nem vi!?
§ Ó só o acúmulo de cúmulo-nimbus que despenca em Campinas! Vai chover assim lá no raio que o parta!
§ A calçadinha que bordeia o jardim virou um ribeirão caudaloso. Minha escada agora é uma cascatinha nervoza. E tudo o que posso fazer é dizer adeuzinho à areia dos pedreiros, que já se afogou e foi parar lá no pé de lixia...
§ É... minha casa ESTAVA em obras. Agora, só resta um lago e um pedreiro escondido, com medo de raio, lá no quartinho de costura da dona minha mãe, enquanto a mesma xinga, mandando o pobre correr atrás da areia...
§ Vou ter de dizer adeus, também, às árvores deste lindo jardim. Tenho que arrumar madeira pra construir minha jangadinha. De que outra forma chego à faculdade hoje?
§ AVEEE! Meu counter já passou dos 6000 acessos e eu nem vi!?
16/02/2003
Para amenizar meu ódeo mortal desta droga de Haloscan, meu querido poeta, o caríssimo ordenhador de inspirações, venerável Majarti, decidiu azeitar minha glia e amaciar este humirde bloguinho com este poema:
. . . . . . . . . . . . . . Surrealismo dos Atos . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . No canto irreal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . Alice inventa alicerces . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . patamares sem fundamento . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . ceticismos pirrônicos . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . anarquias religiosas . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . fevereiros a anunciar . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . marços agnósticos . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . lebres de inverno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . gatos e chapeleiros . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . quatro naipes crispados . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . de Cris reencarnados. . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . Canto irreal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . nos alicerces d’Alice . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . fundamentos sem patamares . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . acometimentos platônicos . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . crenças prestigiosas . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . avivando marços . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . em fevereiros sórdidos . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . infernos de lebres . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . chapeis para gatos . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . e a Cris dos Quatro Naipes . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . guarda um reinado encantado. . . . . . . . . . .
Não caibo em mi, nem em si, nem em lá, nem em sol. É a alegria retumbante e seu pararatimbum-bum-bum.
. . . . . . . . . . . . . . Surrealismo dos Atos . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . No canto irreal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . Alice inventa alicerces . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . patamares sem fundamento . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . ceticismos pirrônicos . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . anarquias religiosas . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . fevereiros a anunciar . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . marços agnósticos . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . lebres de inverno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . gatos e chapeleiros . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . quatro naipes crispados . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . de Cris reencarnados. . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . Canto irreal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . nos alicerces d’Alice . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . fundamentos sem patamares . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . acometimentos platônicos . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . crenças prestigiosas . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . avivando marços . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . em fevereiros sórdidos . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . infernos de lebres . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . chapeis para gatos . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . e a Cris dos Quatro Naipes . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . guarda um reinado encantado. . . . . . . . . . .
Não caibo em mi, nem em si, nem em lá, nem em sol. É a alegria retumbante e seu pararatimbum-bum-bum.
14/02/2003
Love is in the air
Ei! Ontem minha Weather Pixie ficou o dia todo fora do ar. Já estava achando estranha esta atitude dela... Agora, ela voltou apaixonada! Reparem nos coraçõezinhos voando...! Isso pode vir a calhar: se minha mulherzinha do tempo está amando, passará mais tempo olhando para o céu. Não duvidem dela, portanto. Se ela diz que em Campinas chove, é porque chove.
Agora, se algum dentre vocês, leitores deste humirde bloguinho, souber o que acontece com a pobre, por favor, conte para nós.
Oh, dilema
Estou numa saia justa. Por um lado, convites de balada.
Por outro, minhas maravilhosas latas de Sopa Campbell, mancomunadas com a chuva, tentando me manter no aconchego do lar. Belas, clássicas, nos deliciosos sabores Tomate, Vegetais e Cogumelo - este úlimo, uma sugestão de meu caríssimo pocket philosopher, que também dá consultorias gastronômicas.

Classificados: teletransporte, love for sale e muito mais
Teletransporte - Saiba tudo sobre os avanços nas pesquisas desta maravilha enquanto toma um chá com don'Andrea. Chá, física quântica e chit chating.
Luz del Fuego - Majarti vai surtando e pegando fogo, pegando fogo e surtando... Se isso não for uma bela poesia, meu nome não será mais Eustácia. Aproveitem e leiam os classificados nos comments. Eu já dei meu lance. It's the love for sale.
Love Cats! - Chega de pagar o pato por conta das neuroses humanas. Certo? Lá no Causa Felina estão todos de acordo. Quer um filhotzinho? Clique : http://www.sosgatinhos.com.br/

Entre dois amores - Ele teima em não apresentar os amiguinhos dele pra gente, mas que ele tem amiguinhos, ele tem. Acho que estes dois das fotos são os mais bonitos que já vi. Apresenta, vai, tio Avery!
Queridinho de Itabira - Drummond deita, rola e pinta o sete no sítio da Senhorita H. . Eu vou lá e me acabo.
Ele é Gente que responde, oh yes! - Tenho sido muito injusta com o tio Carpe. Andei falando que ele é anti social, e que nem lê as mensagens que as gentes mandam no E-mail dele. Ele me deu uma lição ou duas, paguei a língua, temperei e zá botei pra assar! E vejam: ele está livre, leve e solto, pessoas! Essa noite promete, heim?
Só bafão! - Na Irmandade AFF. Mundinho à parte, só risada, subida nas tamancas e babado forte!
Ti âmu, nê? - Sabe falar japonês? E em GÍRIA? Não é bafo não, Jeuzinha desvenda o país do sol nascente para você. Tirem os sapatos e vão entrando, que lá todos são bem recebidos.
Por hoje é só. Num oferecimento de Sopas Campbell.
11/02/2003
Da infância e seus detalhezinhos: pequenos tópicos de alembramento III
§ Eis que tardo mas não falho: desvendado o mistério do céu vermelho!
Qual céu vermelho?
Aquele do qual falei no post do dia 29 de janeiro, ora bolas.
Aquele em que você, leitor fiel, pediu desesperadamente para que o poupasse da tortura da dúvida, clamando por fim-de-história.
Bah, leitor ingrato, tu não fizeste nada disso. Leste o post e foste, logo em seguida, chupar um picolé (esse tempo verbal é ó-ti-mo para fazer drama)...
Mas mesmo com este seu desdém todo, resolvi pensar nos meus leitores mudos, os voyeurs de verdade, que só lêem e não comentam (shame on you, leitores mudos, deveriam dar, sempre, seu parecer), que devem estar se retorcendo de curiosidade até hoje. Sem dormir, inclusive. Devem ter arrancado a pele do rosto, já, de tanto pensar no caso do céu vermelho. Bom, este post vai para você, leitor curioso.
(Só pra ispizinhá, vou contar a história outra hora. Quero evitar a fadiga...)
(Continuando)
O céu ficou vermelho. Inteirinho. Mas não era aquele vermelhinho desmaiado, de tons irisáticos de ocaso, não. Eram apenas 4 horas e céu ficou vermelho batom. O céu, e as roupas que estavam no varal.
Até aqui vocês sabiam.
Agora, a história completa, explicada pela dona minha mãe.
Não nos lembramos em que mês, nem em que ano, exatamente. Era um dia comum de sol, desses bonitos de verdade. Inclusive, o céu estava azul, sem uma nuvinha pra contar história.
Quando deu 4 horas da tarde, o céu começou a escurecer. Foi ficando escuro, escuro, escuro... Até que parecia quase noite. Minha mãe achou que estivesse acontecendo um eclípse, ou que fosse cair a maior tempestade da paróquia. Ou que o mundo estivesse acabando. Saiu correndo para o quintal para ver o céu, estranhamente escuro. E reparou que ele não só estava escuro, como num tom avermelhado. Deduziu que fosse o fim do mundo, e correu para a rua, para ver o movimento das pessoas que, como ela, deveriam estar em pânico. E estavam mesmo. Às quatro horas da tarde, em um bairro popular, apenas existem donas de casa, crianças e, no máximo, um carteiro. Todo este povo estava do lado de fora das casas, olhando para cima, correndo para a calçada da visinha mais próxima, para perguntar se alguém sabia o que aconteceu com a tarde.
De repente, não mais que de repente (ótima fórmula para criar expectativa, esta daqui, também), começou a ventar. E a escuridão começou a passar para as bandas de Itatiba. Mas o céu não estava mais azul, e sim num luminoso tom de vermelho-batom-da-Marilin. Daí que a mulerada parou para olhar. E quase na mesma hora, as visinhas repararam que elas mesmas começavam a ficar vermelhas! Umas começaram a passar mal, teve outra que começou a gritar socorro. As mais espertas correram para dentro, para seus varais. Foi o que a dona minha mãe fez. Saiu em disparada - talvez, a mando de seu sistema nervoso simpático - já adivinhando que, se tudo mais estava ficando vermelho na rua, seus lençóis também estavam.
Enquanto isso, no meu quarto, acordava eu de meu sono infantil de beleza. Sentindo aquele cheirinho de pré chuva no ar. Ótimo, adoro chuva. Quanto mais pesada, melhor. Adorava ver minha mãe se esconder de medo dos raios em baixo da mesa, era divertidérrimo. Saí saltitante pela casa, cheguei na cozinha, pulei até a porta do quintal e dei de cara com aquilo. O resto vocês ja sabem: minha mãe chingando as ex-roupas limpas.
Mas o que aconteceu?
Simples (mas não para a cabecinha de uma micro-loira em faze de tomar mingau): uma das grandes estradas de Campinas (a dona minha mãe não lembra se a D. Pedro ou a Anhamguera) estava em reformas enormes. E a terra das reformas era vermelha. E bateu a maior ventania de todos dos tempos na terra vermelha. E o poeirão foi para o alto e avante, na direção reforma-da-pista - Itatiba, passando pelo meu quintal.
P.S.: A poeira, misturada à umidade natural do ar, fica com cheiro de antes-de-chuva, o que explicava minha alegria.
§ Eis que tardo mas não falho: desvendado o mistério do céu vermelho!
Qual céu vermelho?
Aquele do qual falei no post do dia 29 de janeiro, ora bolas.
Aquele em que você, leitor fiel, pediu desesperadamente para que o poupasse da tortura da dúvida, clamando por fim-de-história.
Bah, leitor ingrato, tu não fizeste nada disso. Leste o post e foste, logo em seguida, chupar um picolé (esse tempo verbal é ó-ti-mo para fazer drama)...
Mas mesmo com este seu desdém todo, resolvi pensar nos meus leitores mudos, os voyeurs de verdade, que só lêem e não comentam (shame on you, leitores mudos, deveriam dar, sempre, seu parecer), que devem estar se retorcendo de curiosidade até hoje. Sem dormir, inclusive. Devem ter arrancado a pele do rosto, já, de tanto pensar no caso do céu vermelho. Bom, este post vai para você, leitor curioso.
(Só pra ispizinhá, vou contar a história outra hora. Quero evitar a fadiga...)
(Continuando)
O céu ficou vermelho. Inteirinho. Mas não era aquele vermelhinho desmaiado, de tons irisáticos de ocaso, não. Eram apenas 4 horas e céu ficou vermelho batom. O céu, e as roupas que estavam no varal.
Até aqui vocês sabiam.
Agora, a história completa, explicada pela dona minha mãe.
Não nos lembramos em que mês, nem em que ano, exatamente. Era um dia comum de sol, desses bonitos de verdade. Inclusive, o céu estava azul, sem uma nuvinha pra contar história.
Quando deu 4 horas da tarde, o céu começou a escurecer. Foi ficando escuro, escuro, escuro... Até que parecia quase noite. Minha mãe achou que estivesse acontecendo um eclípse, ou que fosse cair a maior tempestade da paróquia. Ou que o mundo estivesse acabando. Saiu correndo para o quintal para ver o céu, estranhamente escuro. E reparou que ele não só estava escuro, como num tom avermelhado. Deduziu que fosse o fim do mundo, e correu para a rua, para ver o movimento das pessoas que, como ela, deveriam estar em pânico. E estavam mesmo. Às quatro horas da tarde, em um bairro popular, apenas existem donas de casa, crianças e, no máximo, um carteiro. Todo este povo estava do lado de fora das casas, olhando para cima, correndo para a calçada da visinha mais próxima, para perguntar se alguém sabia o que aconteceu com a tarde.
De repente, não mais que de repente (ótima fórmula para criar expectativa, esta daqui, também), começou a ventar. E a escuridão começou a passar para as bandas de Itatiba. Mas o céu não estava mais azul, e sim num luminoso tom de vermelho-batom-da-Marilin. Daí que a mulerada parou para olhar. E quase na mesma hora, as visinhas repararam que elas mesmas começavam a ficar vermelhas! Umas começaram a passar mal, teve outra que começou a gritar socorro. As mais espertas correram para dentro, para seus varais. Foi o que a dona minha mãe fez. Saiu em disparada - talvez, a mando de seu sistema nervoso simpático - já adivinhando que, se tudo mais estava ficando vermelho na rua, seus lençóis também estavam.
Enquanto isso, no meu quarto, acordava eu de meu sono infantil de beleza. Sentindo aquele cheirinho de pré chuva no ar. Ótimo, adoro chuva. Quanto mais pesada, melhor. Adorava ver minha mãe se esconder de medo dos raios em baixo da mesa, era divertidérrimo. Saí saltitante pela casa, cheguei na cozinha, pulei até a porta do quintal e dei de cara com aquilo. O resto vocês ja sabem: minha mãe chingando as ex-roupas limpas.
Mas o que aconteceu?
Simples (mas não para a cabecinha de uma micro-loira em faze de tomar mingau): uma das grandes estradas de Campinas (a dona minha mãe não lembra se a D. Pedro ou a Anhamguera) estava em reformas enormes. E a terra das reformas era vermelha. E bateu a maior ventania de todos dos tempos na terra vermelha. E o poeirão foi para o alto e avante, na direção reforma-da-pista - Itatiba, passando pelo meu quintal.
P.S.: A poeira, misturada à umidade natural do ar, fica com cheiro de antes-de-chuva, o que explicava minha alegria.
09/02/2003
08/02/2003
(Na caricatura de Zach Trenholm: Lewis Carrol)
06/02/2003
Meus leitores-amigos-hidolatrados-salve-salve ouviram meus pedidos e já enviaram algumas contribuições!
Vejam o presente do Alexander, um meu voyeur da obscuridade, que não tem blog, mas mandou via E-mail:

(Chapeleiro Maluco, Alice, Lebre de Março e o pequenino Rato Silvestre, que só sabe dormir. Da obra 'Alice no País da Maravilhas', de Lewis Carrol.)
Presente da Tchelinha, via comments:

(Alice, Lebre de Março, Rato Silvestre e Chapeleiro Maluco. Da obra 'Alice no País da Maravilhas', de Lewis Carrol.)
Presente do venerável tio Majarti, via comments (não é a Lebre de Março, e sim o Coelho Branco - outro que ainda faltava dar as caras na minha humirde toca):

(Coelho Branco caindo pela toca de entrada. Da obra 'Alice no País da Maravilhas', de Lewis Carrol.)
Agradeço a todos. Toda e qualquer colaboração para minha coleçãozinha será incluída aqui.
Vejam o presente do Alexander, um meu voyeur da obscuridade, que não tem blog, mas mandou via E-mail:
Presente da Tchelinha, via comments:
Presente do venerável tio Majarti, via comments (não é a Lebre de Março, e sim o Coelho Branco - outro que ainda faltava dar as caras na minha humirde toca):
Agradeço a todos. Toda e qualquer colaboração para minha coleçãozinha será incluída aqui.
05/02/2003
Presente que ganhei do senhor Avery Veríssimo!

(Senhor Lagarta e Alice, da obra 'Alice no País da Maravilhas' - desenho de Lewis Carrol.)
Muito agradecida, tio Véry, agora todo mundo sabe quem é o tal Senhor Lagarta que largo assinado poraí. O Grifo e a Tartaruga Falsa vocês já conhecem, assim como o Gato Caçoador e o Dodô Corredor. Portanto, vou tentar achar, agora, a Lebre de Março. Se alguém aí souber de algum desenho da Lebre (não vale os da Disney, que nã quero), por favor, me comunique. Quero links, links e mais links dela e de seus amigos, o Chapeleiro Maluco e o Rato Silvestre.
Muito agradecida, tio Véry, agora todo mundo sabe quem é o tal Senhor Lagarta que largo assinado poraí. O Grifo e a Tartaruga Falsa vocês já conhecem, assim como o Gato Caçoador e o Dodô Corredor. Portanto, vou tentar achar, agora, a Lebre de Março. Se alguém aí souber de algum desenho da Lebre (não vale os da Disney, que nã quero), por favor, me comunique. Quero links, links e mais links dela e de seus amigos, o Chapeleiro Maluco e o Rato Silvestre.
04/02/2003
Do Irmão Mata-Baratas
É com incomensurável prazer que venho até vocês falar de meu mui estimado mata-baratas oficial. Esta iluminada criatura denominada irmão é, além de karma e dharma, minha mais alardeada luz no fim do túnel em situações como a que vou relatar.
Estava esta lebre que vos fala sentadzinha, muito calma e cantarolante, em frente ao PC. Feliz, distraidazinha, lendo suas mensagens noturnas e chit-chatiniando com seus amiguinhos de drento do computadôi, quando...
(começa, repentinamente, a música de susto)
DUAS BARATAS DESTE TAMANHO ENTRARAM VOANDO SABE-SE LÁ DÊUSI DE ONDE, COM SUAS ATENAS ASQUEROSAS E SEUS MONTES DE PERNAS (aqui entra a pergunta que toda a humanidade já se fez um dia: pra que tanta perna se ela voa, dio cristo???), DANDO COM SUAS MISERÁVEIS TESTAS EM TUDO QUANTO HÁ DE MEU: MINHAS PAREDES, MEU COMPUTADOR, TUDO, TUDO, E FAZENDO AQUELE BARULHO MEDONHO: 'PÁC! PÁC!' !!!
(fim da música de susto)
Neste momento, só não entrei em colapso e tive o tão falado ataque do miocárdio porque meu sistema nervoso simpático (aquele, que desde tenra idade bota banca e decide várias coisas por mim) resolveu que era hora de passar sebo nas canelas e fincou suas esporas elétricas nos meus lombinhos, bradando em código morse para os nervos superficiais: 'Arrepia! Arrepia! Toca pro quarto dele!' É claro que todos os convocados obedeceram.
Abri a porta num pontapé e vi o volume roncando debaixo dos lençóis. Sem parar, ainda vítima do choque, mirei o montinho de cabelo e meti um só sopapo, que fez voar da cama meu desnorteado hermanito, como se o culpado pela existências de seres tão hediondos fosse ele. Tudo bem. Mea culpa, mea maxima culpa - sei que não deveria agir assim. Mas não costumo responder por meus atos quando me deparo com meus mais profundos medos. Pois meu salvador caiu da cama e, instantaneamente e ainda dormindo, lançou mão de um chinelo, tão acostumado com sua função que está. Lampeiro, logo estava com os dois corpos imundos e mortos, sem eu nem precisar abrir a boca. Im-pres-si-o-nan-te, a agilidade, a sagacidade, a presteza de meu benfeitor.
EPíLOGO
Enquanto houverem baratas voadoras e uma loira-lebre fóbica, sempre haverá o Supeeeeeeer Irmãããão!
Go, brother, go!
É com incomensurável prazer que venho até vocês falar de meu mui estimado mata-baratas oficial. Esta iluminada criatura denominada irmão é, além de karma e dharma, minha mais alardeada luz no fim do túnel em situações como a que vou relatar.
Estava esta lebre que vos fala sentadzinha, muito calma e cantarolante, em frente ao PC. Feliz, distraidazinha, lendo suas mensagens noturnas e chit-chatiniando com seus amiguinhos de drento do computadôi, quando...
(começa, repentinamente, a música de susto)
DUAS BARATAS DESTE TAMANHO ENTRARAM VOANDO SABE-SE LÁ DÊUSI DE ONDE, COM SUAS ATENAS ASQUEROSAS E SEUS MONTES DE PERNAS (aqui entra a pergunta que toda a humanidade já se fez um dia: pra que tanta perna se ela voa, dio cristo???), DANDO COM SUAS MISERÁVEIS TESTAS EM TUDO QUANTO HÁ DE MEU: MINHAS PAREDES, MEU COMPUTADOR, TUDO, TUDO, E FAZENDO AQUELE BARULHO MEDONHO: 'PÁC! PÁC!' !!!
(fim da música de susto)
Neste momento, só não entrei em colapso e tive o tão falado ataque do miocárdio porque meu sistema nervoso simpático (aquele, que desde tenra idade bota banca e decide várias coisas por mim) resolveu que era hora de passar sebo nas canelas e fincou suas esporas elétricas nos meus lombinhos, bradando em código morse para os nervos superficiais: 'Arrepia! Arrepia! Toca pro quarto dele!' É claro que todos os convocados obedeceram.
Abri a porta num pontapé e vi o volume roncando debaixo dos lençóis. Sem parar, ainda vítima do choque, mirei o montinho de cabelo e meti um só sopapo, que fez voar da cama meu desnorteado hermanito, como se o culpado pela existências de seres tão hediondos fosse ele. Tudo bem. Mea culpa, mea maxima culpa - sei que não deveria agir assim. Mas não costumo responder por meus atos quando me deparo com meus mais profundos medos. Pois meu salvador caiu da cama e, instantaneamente e ainda dormindo, lançou mão de um chinelo, tão acostumado com sua função que está. Lampeiro, logo estava com os dois corpos imundos e mortos, sem eu nem precisar abrir a boca. Im-pres-si-o-nan-te, a agilidade, a sagacidade, a presteza de meu benfeitor.
EPíLOGO
Enquanto houverem baratas voadoras e uma loira-lebre fóbica, sempre haverá o Supeeeeeeer Irmãããão!
Go, brother, go!
03/02/2003
02/02/2003
Valha-me meu São Gervázio...!
No tempo recorde de 2 semanas e 1 dia (ou 15 dias, ou 360 horas, ou 21600 minutos, ou 1296000 segundos), meu counter marcou 1000 visitas (1006, mais exatamente), pulando a marcação de 4000 para 5006. Confiram o post que dediquei à ele no dia 18 de Janeiro:
Sábado, Janeiro 18, 2003
No que eu entrei hoje para ver o que que há, dei de cara com meu counter gritando: "Quatro miiiil !"







ESCRITOS DE CRIS DOS4NAIPES | 12:49:20 PM
Tem voyer aqui! Uns (4)
Isso me leva a crer que:
§ Meu counter pirou, coitado;
§ Esse counter andou usando drogas;
§ Meu humirde bloguinho foi eleito presidente de alguma coisa;
§ Meu humirde bloguinho deve ter sido indicado em algum site que indica humirdes bloguinhos;
§ Estou tendo alucinações numéricas;
§ Ai, o povo gosta de mim, acho que vou chorar...







No tempo recorde de 2 semanas e 1 dia (ou 15 dias, ou 360 horas, ou 21600 minutos, ou 1296000 segundos), meu counter marcou 1000 visitas (1006, mais exatamente), pulando a marcação de 4000 para 5006. Confiram o post que dediquei à ele no dia 18 de Janeiro:
No que eu entrei hoje para ver o que que há, dei de cara com meu counter gritando: "Quatro miiiil !"
Isso me leva a crer que:
§ Meu counter pirou, coitado;
§ Esse counter andou usando drogas;
§ Meu humirde bloguinho foi eleito presidente de alguma coisa;
§ Meu humirde bloguinho deve ter sido indicado em algum site que indica humirdes bloguinhos;
§ Estou tendo alucinações numéricas;
§ Ai, o povo gosta de mim, acho que vou chorar...
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