Quarta-feira, Setembro02 , 2002 Fêfo, meu fôfo,
O nome da raça é Clydesdale.
ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 4:45:02 PM__________________________________________________________
Terça-feira, Outubro 01, 2002 "Termino essa minha vida exausto de viver, mas querendo ainda mais vida, mais amor, mais travessura.
A você que fica aí inútil, vivendo essa vida insossa, só digo: Coragem!
Mais vale errar se arrebentando, do que preparar-se para nada. O único clamor da vida é por mais vida bem vivida.
Essa é, aqui e agora, a nossa parte.
Depois seremos matéria cósmica.
Apagados, minerais. Para sempre mortos" Darcy Ribeiro, 1922-1997
ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 1:28:03 AM__________________________________________________________
Sábado, Setembro 28, 2002 Pode parecer pouco, mas um acontecimento deste mês, ocorrido na famosa festa 'Giovanna', dos estudantes da faculdade FGV, São Paulo, somado às discussões sobre o racismo e outros preconceitos, durante as aulas de sociologia, fizeram com que pensasse muito na situação social da mulher. Comparando a colocação de um nosso colega de classe, que lembrou a todos que nunca saberemos o que é o preconceito racial sentido na pele (que ele sofre por ser negro), fico imaginando que, muito mais sutil é o terrível preconceito sofrido pelas mulheres - e que nunca é discutido. Um preconceito que vem de muitas gerações, e que foi tão abafado, repressor e imperativo, que a grande maioria das mulheres, ainda hoje - mesmo depois de tantas "vitórias" feministas - nem percebem que são reprimidas e desconsideradas, tão acostumadas a esta situação que estão...
Para finalizar o pensamento (uma vez que tal idéia já me causa muita dor de cabeça e indignação), fecho com o dito de Fritjof Capra, em seu livro Sabedoria Incomum (1988), onde relata, com entusiasmo, o que representa o feminismo para a desconstrução do patriarcado e o poder liberador da consciência feminista. O físico descobriu que a libertação das mulheres seria também a dos homens:
“Passei a reconhecer o importante papel do feminismo como uma das grandes forças de transformação cultural e o movimento de mulheres como um catalisador na covalência de vários movimentos sociais...”ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 2:25:52 AM__________________________________________________________
Sexta-feira, Setembro 27, 2002 Então a vida é um jogo?
Quem está jogando?
É a sua vez ou a minha?
Temos direito àquele intervalinho maroto para tomar chá e comer biscoito?
Sim, pois é o biscoito a melhor parte...
Prefere o bolinho?
Sia-vuma - chá com bolinho.
O bom deste jogo é poder escolher o doce, a temperatura do chá, o lugar na mesa...
...Enfim: onde foram parar as regras?
Sim, porque, sem regras, não poderemos definir como sendo um 'jogo'.
E tendo visto que eu não sigo regras,
Como poderia eu jogar, de qualquer maneira?
Melhor, então, é partir para o biscoito!
E chá de maçãs, por obséquio,
Que o Gato Listrado não joga, mas escolhe o chá de sua preferência...
___________________________________________________________

___________________________________________________________
E se jogássemos um jogo - coisa que não é
A vitória seria, então, de todos.
- e existem os que acreditam na impossibilidade da vitória.
Choram do alto do pódio, cegos que são...
Comamos, portanto, o biscoito.
O quanto durar o doce, tanto durará o prazer da vitória.
Prefere bolinho?
Que seja, bolinho...
ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 2:30:17 AMSexta-feira, Setembro 27, 2002 BeAtrizOlhaSerá que ela é moçaSerá que ela é tristeSerá que é o contrárioSerá que é pinturaO rosto da atrizSe ela dança no sétimo céuSe ela acredita que é outro paísE se ela só decora o seu papelE se eu pudesse entrar na sua vidaOlhaSerá que é de louçaSerá que é de éterSerá que é loucuraSerá que é cenárioA casa da atrizSe ela mora num arranha-céuE se as paredes são feitas de gizE se ela chora num quarto de hotelE se eu pudesse entrar na sua vidaOlhaSerá que é uma estrelaSerá que é mentiraSerá que é comédiaSerá que é divinaA vida da atrizSe ela um dia despencar do céuE se os pagantes exigirem bisE se um arcanjo passar o chapéuE se eu pudesse entrar na sua vidaChico Buarque de HolandaESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 2:02:58 AMSexta-feira, Setembro 27, 2002 I N S O M N I A
ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 2:01:13 AM__________________________________________________________
Domingo, Setembro 22, 2002
Vai-se tornando o tempo
estranhamente longo
à medida que se encurta.
O que antes disparava,
desbordado alazão,
hoje se paralisa
em esfinge de mármore...
ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 7:49:57 PMDomingo, Setembro 22, 2002 Tratado da Maravilhosa Inconstância Humana
(Exaltação ao Escapismo)(Dedicado à Kel, baseado em nossas divagações vespertinas)Renovar é necessário, ainda que dentro de um mesmo contexto - o ser humano é muito inconstante para ater-se a um único conceito.
Por que dizer ser fatídico a todos tornarem-se obsoletos, depois de um certo tempo, se a única coisa que muda, em realidade, é a nossa própria perspectiva do outro? O conceito do belo é criação nossa, está dentro de todos e varia de indivíduo para indivíduo. O que nos torna iguais, com o passar do tempo, é, portanto, o cansaço causado por observar sempre a mesma imagem idealizada e construida por nós mesmos. Muitos nem ao menos desconfiam que tal imagem nada condiz com a realidade da vida no outro.
Fato é a inexistência de alguém 100% contemplativo e desapegado das tais imagens ilusórias, que possa conviver por toda uma vida sem a pretenção de julgar o outro como sendo óbvio e incapaz de mudança, passados alguns anos.
O prazer que nos traz a admiração pela imagem ilusória é efêmero. Mas o que seria melhor: viver o efêmero ou evitá-lo e, possivelmente, não sentir mais tal prazer, inerente ao ser humano?
A pergunta já induz à resposta: procuramos pelo prazer do efêmero - e assim deve continuar. O que incomoda a grande maioria é a frustração, causada pelo fim da ilusão. E de onde vem esta frustração, se não da incapacidade de perceber a efemeridade?
A procura pelo prazer é humana, mas não a frustração. Esta ocorre pela incompreensão do processo ilusório. Entender a efemeridade e esperar por ela torna a frustração tão arbitrária quanto as demais escolhas da vida.
ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 7:46:16 PMDomingo, Setembro 22, 2002 Essa vai, de última hora, para o Fernando e suas dúvidas (sobre descobrir que pasta de dentes eu uso, me ver de boca aberta e cabeça no travesseiro, comendo macarrão, ou ao menos falando assim: "puts Fê, esse tenis está me apertando..." - adorei seu 'realismo'):
"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida -ninguém, exceto tu, só tu.
Existem, por certo, atalhos sem-número, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria tua própria pessoa: tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o."
Friedrich Nietzsche
ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 3:38:45 AMDomingo, Setembro 22, 2002 Meu caro Alex,
Passaste muito tempo longe, desta vez. Como vai o livro? E tua mãe, como está?
Com certeza, temos muito que conversar. Não te olvides de tudo o que já te disse, acerca da minha estima por tua história pessoal - acretite: não estás só.
Contudo, devo esclarecer-te quanto às minhas colocações passadas, com vista ao julgamento obnóxio que fizeste desta tua amiga: minha zanga nada tinha a ver contigo. E não me incomodo com as várias interpretações possíveis deste b log, não senhor. Em realidade, acredito ser esta a graça dos meus escritos: as infinitas possibilidades conceituais. A liberdade conjetural que imprime nos leitores. As emoções que causa em muitos... De mais a mais, tal subjetividade não te explica o título do
site?
E as
mot savants auxiliam o processo, bem sabes - além do fato da curiosidade ter servido de motor de arranque para muitos, dentre o público legente, instigando a fome de conhecimento...
Que bom, não é mesmo? Possíveis leitores para teus rebuscados livros, dos quais tanto gosto. Deverias agradecer-me...
Um beijo enorme,
Cris

Dalí -
Gala nua enquanto observa o mar, que a uma distância de 18 metros se transforma no retrato de Abraham Lincoln, 1976
ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 1:39:01 AM__________________________________________________________
Sábado, Setembro 21, 2002
Somem as orelhas, somem as patas, a cauda, o corpo.
Do gato listrado resta apenas o sorriso.
Enquanto isso, o coelho corre, corre, corre...
Deve ser triste, este coelho.
ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 3:17:33 MSábado, Setembro 21, 2002 As cortinas fecham, mas a maquiagem permanece.
Enquanto tiver quem cante.
"Uma pirueta, duas piruetas... Bravo! Bravo!..."E sempre tem uma melodia obsedante, ricocheteando nas paredes, em forma de ecos, vinda de suspiros, murmúrios, silêncios...
ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 3:14:38 AM__________________________________________________________
Quinta-feira, Setembro 19, 2002 VIDA SUBMERSA
-Ora, ora... Que bons ventos a trazem?
-Ventania.
-Está muito bonita, hoje!
-Pura porcelana, branca e fria.
-E como vai tudo?
-Do nada ao nada e de qualquer coisa à coisa nenhuma - comendo núvem e bebendo sangria...
...
Corre, Psiquê, que o Cérbero está solto...
ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 1:26:55 AMQuinta-feira, Setembro 19, 2002 Seus baobás purpúreos são lindos, realmente - deram um tom de ocaso ao b log.
Beijos e disponha sempre,
ma chérie.
ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 1:22:02 AM__________________________________________________________
Segunda-feira, Setembro 16, 2002 Caco, só pra lembrar:
O ESCORPIÃO DE JADE JÁ SAIU DE CARTAZ, VIU?
E agora, José? Goiânia é longe pacas... rs
ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 1:26:40 AM__________________________________________________________
Sábado, Setembro 14, 2002 
Dalí - Poesi d'Amerique, 1943
ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 7:09:33 PM__________________________________________________________
Sexta-feira, Setembro 13, 2002 EU
AMO
TODOS
VOCÊS!!
ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 5:22:57 PMSexta-feira, Setembro 13, 2002 Lindo dia cinzento. Combina com minha pele...
Achei que iria acordar de mau humor hoje. Que nada. Estou bem melhor - o que me leva a crer que estive sendo vítima de TPM...
Bom humor vai, bom humor vem... Eis que me deparo com um furdúncio generalizado, proveniente da parte acadêmica de minha vida. É um pagadagadá, uma troca incessante de docinhos... Cheguei a dizer, para algum dentre eles, que temia uma hecatombe como resultante de tanta intriguinha. Disse a outros que assim é a intersubjetividade - não tem como ser só rosas (bem e mal? O que foi bom ou mal? Discussões e até os docinhos fazem parte da vida, tanto quanto a boa parte da coisa toda.) Enfim, não me senti só na minha maré de ranzinzice. Hoje, o dia não está pra peixe. Amanhã, ele pode voltar com um sol infernal, jogando cores pra todo lado.
E isso, meus amigos, vai ser igualmente belo (apesar de eu, particularmente, odiar o sol). A graça da vida está em ver a graça da vida.
Nothing more, nothing less.
ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 5:04:01 PMSexta-feira, Setembro 13, 2002 Ai, ai... :o)
Sinto-me bem melhor depois das últimas colocações.
E, como podem ver, estou com insônia, novamente.
Portanto, cuidado comigo amanhã, pessoas. Mal humor à vista,
von neuem...
Um beijinho bem gostosinho nas bochechinhas de todos vocês, e boa noite. Durmam com os anjinhos (ou diabinhos,
as you wish).
ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 3:22:46 AM__________________________________________________________
Quinta-feira, Setembro 12, 2002 
Magritte
ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 2:39:18 AM__________________________________________________________
Quarta-feira, Setembro 11, 2002 Sua última crônica está enigmática e intensa. Pena não ter colocado no
seu b log...
Escreva sempre - e entre no chat, pois já sinto saudades dos seus devaneios,
chérie.
ESCRITO POR LEBRE DE MARÇO | 12:35:20 AM